A oposta Tifanny, jogadora do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se publicamente contra a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A norma restringe a participação em competições femininas apenas a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer. Aos 41 anos, Tifanny, que foi a primeira atleta transgênero a atuar na Superliga, classificou a medida como um “enorme retrocesso”.
Posicionamento e impacto
Em pronunciamento oficial, a atleta afirmou: “A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Isso afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores e o direito de todas as pessoas trans”. Tifanny comparou a situação a práticas excludentes de décadas passadas e garantiu que buscará medidas para assegurar seu direito à prática esportiva.
A jogadora atua no vôlei feminino profissional desde 2017 e conquistou a Superliga em 2025, tornando-se a primeira atleta trans a vencer o principal torneio nacional. O pronunciamento ocorreu após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista, onde a equipe foi superada pelo Pinheiros por 3 sets a 2, apesar dos 19 pontos marcados por Tifanny.
Regras e critérios
A nova política da CBV, anunciada na sexta-feira (14), visa alinhar o vôlei nacional às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Entre os novos critérios, está a exigência de resultado negativo para o gene SRY. Anteriormente, a elegibilidade era baseada em níveis de testosterona sérica.
A Federação Paulista de Volleyball informou que o Estadual seguirá o regulamento vigente até o fim da competição, enquanto analisa os impactos jurídicos e de saúde da nova norma para eventos futuros. A determinação da CBV já abrange as próximas edições da Superliga, Supercopa, Copa Brasil e o Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.







