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Seleção Feminina goleia Costa Rica por 5 a 2 na estreia da temporada 2026

O Brasil venceu a Costa Rica por 5 a 2 no primeiro amistoso de 2026. Confira os detalhes da goleada, os gols de Jheniffer e a estreia de Thaís Lima.
Seleção Feminina goleia Costa Rica por 5 a 2 na estreia da temporada 2026

A Seleção Brasileira Feminina de futebol iniciou sua trajetória em 2026 com uma vitória convincente, embora com sustos defensivos. Em um confronto marcado por um esquema tático extremamente ofensivo e a estreia de novas promessas, as Guerreiras do Brasil derrotaram a Costa Rica por 5 a 2. A partida, realizada nesta sexta-feira (27) no Estádio Alejandro Morera Soto, em Alajuela, serviu como o primeiro teste do ano para o técnico Arthur Elias, que busca consolidar o grupo visando os próximos ciclos competitivos.

O domínio brasileiro ficou evidente desde o apito inicial. Logo aos dez minutos, a atacante Kerolin, que atua no Manchester City, abriu o placar com um toque refinado por cobertura após assistência precisa de Duda Sampaio. Pouco depois, Jheniffer ampliou a vantagem ao concluir de primeira um cruzamento de Taina Maranhão. A própria Taina, destaque do Palmeiras, marcou o terceiro gol aos 27 minutos, selando uma etapa inicial de amplo controle técnico e tático da equipe canarinho, que poderia ter saído com uma vantagem ainda maior caso um segundo gol de Taina não tivesse sido anulado por impedimento.

Estratégia Ofensiva e Retornos Importantes

Arthur Elias surpreendeu ao escalar uma formação com apenas uma volante de ofício, Duda Sampaio, e cinco jogadoras com características puramente ofensivas. Além de Kerolin e Jheniffer, o ataque contou com Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Jaqueline. Outro ponto alto da noite foi o retorno da veterana Tamires à lateral esquerda. A jogadora não vestia a camisa da seleção desde a conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, e trouxe a experiência necessária para equilibrar a juventude do elenco titular.

Entre as novidades, a escalação da goleira Thaís Lima, de apenas 17 anos, chamou a atenção dos analistas. Nascida em Portugal, mas filha de pai brasileiro e mãe angolana, a jovem optou por defender as cores do Brasil. Apesar de demonstrar segurança na maior parte do tempo, a goleira sentiu a pressão em momentos pontuais do segundo tempo, refletindo a falta de entrosamento de um sistema defensivo que priorizou o apoio ao ataque durante quase os 90 minutos.

Reação da Costa Rica e Consolidação da Vitória

Na volta do intervalo, a facilidade encontrada no primeiro tempo resultou em uma queda de concentração da defesa brasileira. A Costa Rica, comandada pela técnica brasileira Lindsay Camila, aproveitou as brechas para pressionar. Priscila Chinchilla, atacante que atua no Atlético de Madrid, marcou dois gols em falhas de saída de bola e posicionamento da retaguarda brasileira, diminuindo a diferença para 3 a 2 e gerando preocupação no banco de reservas brasileiro. O momento de instabilidade exigiu mudanças rápidas de Arthur Elias para retomar as rédeas do confronto.

O Brasil recuperou o controle emocional e técnico na reta final da partida. Taina Maranhão, eleita por muitos como a melhor em campo, sofreu um pênalti aos 33 minutos após encarar a marcação adversária. A atacante Adriana, que havia entrado no lugar de Bia Zaneratto, converteu a cobrança com autoridade, acertando o ângulo. Já nos acréscimos, Jheniffer marcou seu segundo gol no jogo após assistência de Adriana, fechando o placar em 5 a 2. Agora, a delegação segue para o México, onde enfrentará a Venezuela na próxima quarta-feira (4) e a seleção mexicana no sábado seguinte.