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Segurança no Carnaval do DF: Estratégias integradas combatem furtos e assédio

Confira o balanço da segurança no Carnaval do DF: novas revistas na saída dos blocos, combate a furtos e atuação da Sala Lilás garantem folia segura.
Segurança no Carnaval do DF: Estratégias integradas combatem furtos e assédio

A segunda-feira de Carnaval no Distrito Federal consolidou-se como um evento marcado pela forte presença de público e por uma operação de segurança rigorosa. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) mobilizou um contingente expressivo para garantir que famílias, jovens e crianças pudessem aproveitar os blocos em um ambiente controlado. Sob a coordenação do secretário Sandro Avelar, as forças de segurança atuaram de forma integrada, focando tanto na prevenção de crimes quanto no atendimento emergencial ágil.

Um dos pilares da operação deste ano é o combate direto aos crimes de oportunidade, com destaque para o furto de aparelhos celulares, que historicamente representa a maior fatia das ocorrências durante as festividades. Para mitigar esse problema, a gestão implementou uma estratégia inédita: além das tradicionais linhas de revista na entrada dos eventos, os policiais passaram a realizar abordagens também na saída dos blocos. Essa medida, validada pelo Ministério Público, visa identificar criminosos que tentam deixar o local com objetos furtados em meio à aglomeração.

Inovação no Policiamento e Acolhimento Especializado

O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, enfatizou que a colaboração da população é fundamental para o sucesso das novas diretrizes. Durante as revistas, os agentes solicitam apenas que o cidadão mostre o aparelho desbloqueado, sem acessar dados privados, garantindo a legitimidade da posse. Paralelamente ao combate patrimonial, o Governo do Distrito Federal reforçou o suporte às mulheres por meio da Sala Lilás. Esta unidade móvel oferece atendimento psicológico e jurídico para vítimas de assédio sexual, assegurando que qualquer denúncia resulte em intervenção imediata e condução dos agressores à delegacia.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) desempenhou um papel central na manutenção da ordem, mobilizando mais de 2.100 policiais para cobrir 36 eventos simultâneos. A corporação utilizou tecnologia de ponta, incluindo drones com transmissão em tempo real e suporte aéreo, para monitorar os pontos de maior concentração, como a Torre de TV e o Parque da Cidade. O resultado das ações preventivas incluiu a apreensão de quase uma centena de armas brancas, evitando que brigas pontuais escalassem para incidentes graves.

Atendimento Médico e Fiscalização de Trânsito

No campo da saúde e resgate, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) manteve equipes estratégicas que realizaram dezenas de atendimentos no local. A maioria das ocorrências envolveu o consumo excessivo de álcool e ferimentos leves, com apenas três casos necessitando de remoção hospitalar. Os bombeiros aproveitaram a oportunidade para reforçar dicas de segurança vitais, como a importância da hidratação constante e o uso da ficha médica digital nos smartphones, ferramenta que agiliza o socorro em situações de inconsciência.

A fiscalização de trânsito e a postura administrativa também foram rigorosas. O Detran-DF e a PMDF realizaram centenas de testes de alcoolemia, retirando de circulação condutores que colocavam em risco a vida de terceiros. Já a DF Legal atuou na organização do comércio ambulante e na interdição de eventos clandestinos que não possuíam licenças sanitárias ou de segurança. A apreensão de garrafas de vidro foi uma prioridade, visando eliminar objetos que poderiam ser utilizados como armas em eventuais conflitos, garantindo assim a integridade física de todos os participantes do Carnaval brasiliense.