As investigações sobre o chocante caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, avançaram significativamente nesta terça-feira (3). Um segundo suspeito de participação no crime apresentou-se voluntariamente à polícia no início da tarde. O jovem, de 19 anos, entregou-se inicialmente na 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo), mas a previsão é que ele seja transferido para a 12ª DP (Copacabana), unidade que centraliza as investigações e onde o crime foi registrado.
A rendição deste segundo envolvido ocorre poucas horas após um primeiro suspeito também ter se entregado às autoridades na manhã de hoje. Ambos os detidos possuem 19 anos e fazem parte de um grupo maior já identificado pelos investigadores. Segundo informações da Secretaria de Estado de Polícia Civil, a ação coordenada pela 12ª DP conseguiu mapear a participação de cinco indivíduos no total: quatro adultos, com idades entre 18 e 19 anos, e um adolescente de 17 anos.
Dinâmica do crime e a armadilha contra a vítima
O crime, que gerou forte comoção e indignação pública, remonta a janeiro deste ano. De acordo com o inquérito policial, a vítima foi atraída para uma emboscada por meio de um convite aparentemente inofensivo. Um colega de escola da adolescente enviou uma mensagem convidando-a para ir à residência de um amigo. O que deveria ser um encontro social entre jovens estudantes transformou-se em um cenário de violência brutal assim que chegaram ao prédio em Copacabana.
Ao entrar no imóvel, o adolescente que acompanhava a vítima insinuou que o grupo faria “algo diferente”. Diante da negativa imediata e firme da jovem, a situação escalou rapidamente para a agressão. A investigação aponta que a adolescente foi conduzida à força para um quarto e mantida trancada com quatro homens. Mesmo sob forte resistência e recusa da vítima, os agressores ignoraram seus apelos, passando a despi-la e a praticar atos libidinosos mediante o uso de violência física e intensa pressão psicológica.
Implicações legais e o andamento do processo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro reiterou que o rigor da lei será aplicado a todos os envolvidos de acordo com suas faixas etárias e níveis de participação. Os quatro maiores de idade responderão pelo crime de estupro coletivo, conforme previsto no Código Penal Brasileiro. Já o adolescente de 17 anos responderá por ato infracional análogo ao crime de estupro, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O caso reforça o debate sobre a segurança de mulheres e adolescentes em ambientes privados e a importância de canais de denúncia eficientes. A identificação célere de todos os envolvidos pela 12ª DP foi fundamental para pressionar a entrega dos suspeitos. Agora, a polícia trabalha para concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Ministério Público, enquanto busca garantir que a vítima receba o suporte psicossocial necessário após o trauma sofrido.



