Todo início de ano reacende a chama das resoluções, e poucas metas são tão cruciais quanto abandonar o sedentarismo. A promessa de movimentar mais o corpo não é apenas estética; é uma decisão vital que impacta diretamente a longevidade e a qualidade de vida. O estilo de vida moderno, muitas vezes pautado pela inatividade, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como hipertensão, diabetes tipo 2 e diversos tipos de cânceres.
Reconhecendo a urgência em mudar esse cenário, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) intensifica suas ações e orientações para ajudar a população a identificar hábitos nocivos e, finalmente, tirar a meta da atividade física do papel. A inatividade física, ao lado do tabagismo, do consumo excessivo de álcool e da má alimentação, forma o quarteto de fatores de risco que mais contribui para o adoecimento por DCNTs.
O Perigo Silencioso e as Recomendações da OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece diretrizes claras para manter o corpo saudável e ativo. Para adultos entre 18 e 64 anos, a recomendação é de pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada distribuídos ao longo da semana. Além disso, atividades de fortalecimento muscular devem ser incorporadas à rotina em dois ou mais dias. Cumprir essa meta mínima é fundamental para reduzir a probabilidade de desenvolver condições graves que sobrecarregam o sistema de saúde e comprometem a autonomia individual.
A boa notícia é que a SES-DF facilita o acesso a programas estruturados. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), é possível encontrar uma variedade de ações que estimulam o movimento. Profissionais de saúde lideram grupos de caminhada, sessões de ginástica coletiva, circuitos multissensoriais e práticas corporais milenares, como yoga e tai chi chuan. A oferta varia conforme as necessidades específicas da população local, garantindo que o apoio esteja próximo de casa. Para começar, basta encontrar a unidade de referência mais próxima do seu endereço de moradia e se informar sobre os horários dos grupos.
Integrando o Movimento à Rotina Diária
A chave para a sustentabilidade da atividade física é integrá-la à rotina, transformando pequenos deslocamentos em oportunidades de exercício. Helga, orientadora da SES-DF, sugere estratégias simples e eficazes que podem ser aplicadas imediatamente. “Se os compromissos são próximos de casa, vale programar-se para ir a pé ou de bicicleta”, orienta. Essa simples troca não só contribui para a saúde cardiovascular, mas também reduz o estresse e a emissão de poluentes.
Mesmo para quem depende do transporte público, há maneiras de driblar o sedentarismo. “Caso utilizem transporte público, às vezes é possível descer algumas paradas antes para terminar o trajeto caminhando”, acrescenta Helga. A ideia é acumular minutos de movimento ao longo do dia, sem a necessidade de grandes investimentos ou equipamentos sofisticados. Até mesmo tarefas domésticas podem contar como exercício. Fazer uma faxina caprichada na própria casa ou dar banho no animal de estimação já são opções válidas que elevam a frequência cardíaca e trabalham a musculatura.
Para quem busca um ponto de partida mais formal e informações detalhadas sobre como iniciar uma vida ativa, o Ministério da Saúde disponibiliza o Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Este documento essencial oferece as primeiras recomendações e informações baseadas em evidências científicas, servindo como um mapa para promover a saúde e a melhoria contínua da qualidade de vida. Adotar um estilo de vida ativo é o passo mais importante para garantir um futuro mais saudável e livre das amarras das doenças crônicas.



