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Samambaia: Reconstrução da Escola Classe 410 impulsiona educação com foco em inclusão

A Escola Classe 410 em Samambaia será reconstruída, oferecendo conforto térmico, acessibilidade e espaços para inovação pedagógica. Veja como a modernização beneficiará 626 alunos.
Samambaia: Reconstrução da Escola Classe 410 impulsiona educação com foco em inclusão

A Escola Classe (EC) 410 de Samambaia, uma das unidades pioneiras da região administrativa, está prestes a passar por uma transformação completa. O Governo do Distrito Federal anunciou a reconstrução total do prédio, que dará lugar a uma estrutura moderna, acessível e totalmente alinhada aos novos e rigorosos padrões de qualidade estabelecidos pela Secretaria de Educação (SEEDF).

Essa iniciativa marca a terceira grande modernização na mesma região, consolidando um ciclo de investimentos na infraestrutura educacional de Samambaia. Recentemente, a EC 425 foi entregue totalmente reconstruída, e a EC 415 está atualmente em obras após a demolição de sua antiga estrutura. A EC 410 será a próxima a receber este impulso, garantindo que mais de 600 estudantes tenham acesso a um ambiente de aprendizado de ponta.

Fim das Estruturas Antigas: Mais Conforto e Inovação Pedagógica

A SEEDF tem trabalhado ativamente na substituição gradual de unidades escolares construídas com estruturas antigas de placas pré-moldadas de concreto. O objetivo é claro: garantir que os novos prédios ofereçam melhor conforto térmico e acústico, ambientes mais amplos e espaços dedicados à inovação pedagógica e à convivência escolar, elementos cruciais para o desenvolvimento integral dos estudantes.

O diretor da EC 410, Paulo Gileno Ribeiro Bosco, enfatiza o avanço que a nova escola representa para a comunidade. “A EC 410 atende 626 alunos. Esta reconstrução não apenas moderniza os espaços, mas também nos permite oferecer novos ambientes de aprendizagem e, futuramente, ampliar o atendimento. O prédio atual cumpre sua função, mas a nova estrutura permitirá que projetos extracurriculares importantes, como o nosso coral, tenham espaços próprios e adequados para se desenvolver”, explica Bosco.

A melhoria no conforto é um fator decisivo, especialmente para a inclusão. A supervisora pedagógica Ludmila Freitas Alexandre da Silva destaca que cerca de 10% dos alunos da unidade possuem necessidades educacionais específicas. “O novo projeto trará conforto térmico e acústico aprimorados, silêncio e climatização, o que faz toda a diferença no dia a dia da sala de aula, otimizando o aprendizado desses estudantes”, observa Ludmila.

Sustentabilidade e Arte: Preservando a Identidade da Escola

Com 32 anos de dedicação à profissão, o diretor Paulo Gileno Bosco ressalta que a reconstrução deve respeitar o forte vínculo afetivo da comunidade com o espaço e, principalmente, preservar a identidade sustentável da escola. “Temos um compromisso com o meio ambiente e com o título de escola sustentável. A expectativa é que o projeto preserve o máximo possível das árvores e da vegetação nativa. Aqui temos uma fauna rica — micos, tucanos, urutaus e muitos pássaros — que fazem parte do nosso cotidiano escolar”, afirma.

A futura estrutura não visa apenas o conforto, mas também a expansão das atividades pedagógicas e artísticas. Um dos grandes destaques da EC 410 é o seu Coral, formado por alunos do ensino fundamental, que frequentemente se apresenta em eventos culturais da cidade. Atualmente, os ensaios são realizados no pátio central, mas o novo projeto prevê a construção de um auditório moderno, oferecendo um local ideal para ensaios e apresentações.

Entre os estudantes, o sentimento é de entusiasmo e carinho pelo ambiente que será transformado. Agatha Maia, aluna do 5º ano, expressa a expectativa: “Vai ficar ainda melhor com a nova escola. Eu gosto muito das nossas árvores e do pátio”. A colega Emanuele Paulino reforça o desejo de que a nova estrutura mantenha a atmosfera acolhedora e natural. “As árvores deixam o ambiente mais tranquilo e gostoso de estudar. Espero que sejam mantidas, porque elas fazem parte da nossa escola. A gente brinca na sombra e ouve os passarinhos”, conclui a estudante, reforçando o impacto positivo do projeto na vida escolar da comunidade.