O Rio de Janeiro se torna o centro das discussões globais sobre a preservação marinha com o início do 3º Simpósio BBNJ (Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional). O encontro científico, que ocorre no Museu do Amanhã, foca em áreas oceânicas que não pertencem a nenhum país e que representam dois terços de todos os oceanos do planeta.
O Tratado do Alto-Mar
O simpósio ganha relevância especial após a assinatura do Tratado do Alto-Mar, que visa regulamentar o uso sustentável e a conservação da vida marinha em águas internacionais. Especialistas discutem agora como transformar o texto diplomático em ações práticas, abordando temas como mecanismos de fiscalização, financiamento de pesquisas e a criação de um corpo técnico-científico internacional.
Desafios de Governança e Ciência
Segundo organizadores do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), o evento busca preencher lacunas técnicas que o tratado ainda não detalhou. A programação inclui debates sobre a repartição justa de recursos genéticos marinhos e o impacto ambiental de atividades humanas. O simpósio também abre espaço para o conhecimento de povos tradicionais e comunidades indígenas na gestão dos oceanos.



