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Público escolhe Caju e Castanha para filhotes de Sauim-de-coleira no Zoo de Brasília

Mais de 3.800 pessoas votaram para nomear os filhotes de sauim-de-coleira (espécie criticamente ameaçada) no Zoológico de Brasília. Conheça Caju e Castanha e a importância da conservação.
Público escolhe Caju e Castanha para filhotes de Sauim-de-coleira no Zoo de Brasília

O Zoológico de Brasília celebrou um marco importante em seus esforços de conservação ao anunciar os nomes escolhidos para seus mais novos moradores: os filhotes de sauim-de-coleira. Em uma enquete aberta que mobilizou o público nas redes sociais, os nomes Caju e Castanha foram os grandes vencedores, batizando o macho e a fêmea, respectivamente.

A votação demonstrou um engajamento massivo da comunidade, reunindo mais de 3.800 votos em um período de apenas 24 horas. O nome Caju, destinado ao filhote macho, recebeu 1.063 votos, enquanto Castanha, escolhido para a fêmea, angariou 882 preferências. Essa participação ativa do público não apenas define a identidade dos primatas, mas também consolida a conexão entre os visitantes e as ações de proteção da fauna realizadas pelo Zoo.

Os pequenos sauins-de-coleira, cientificamente conhecidos como Saguinus bicolor, nasceram em setembro de 2025. O nascimento é resultado direto de um manejo reprodutivo extremamente cuidadoso, conduzido pela equipe técnica especializada do Zoológico de Brasília. Desde o primeiro dia de vida, os filhotes recebem acompanhamento constante de médicos-veterinários e biólogos, garantindo que seu desenvolvimento ocorra de forma saudável e que seu bem-estar seja prioridade máxima.

Ameaça Crítica e Esforços de Conservação

A escolha dos nomes Caju e Castanha traz à tona a urgência da conservação da espécie. O sauim-de-coleira é um primata endêmico, encontrado exclusivamente na região de Manaus, no Amazonas. Infelizmente, a espécie está classificada como criticamente ameaçada de extinção. A principal ameaça que paira sobre esses animais é a rápida perda e fragmentação de seu habitat natural, impulsionada pelo avanço desordenado da expansão urbana.

Neste cenário desafiador, programas de conservação ex situ, como os desenvolvidos por zoológicos modernos, tornam-se vitais. Essas instituições trabalham incansavelmente para manter a diversidade genética da espécie em cativeiro, funcionando como verdadeiras arcas de Noé biológicas. Além disso, os zoológicos desempenham um papel crucial na educação ambiental, conscientizando a população sobre a importância de proteger a biodiversidade brasileira.

Wallison Couto, diretor-presidente do Zoológico de Brasília, enfatizou que a participação popular transcende a simples escolha de um nome. “A interação com a sociedade é essencial para aproximar as pessoas da causa da conservação. Quando o público participa, ele se sente parte do processo e passa a compreender melhor a importância de proteger espécies ameaçadas”, destacou Couto, reforçando o impacto positivo do engajamento cívico.

A iniciativa de votação reforça o posicionamento do Zoológico de Brasília não apenas como um espaço de lazer, mas como um centro fundamental de educação, pesquisa e conservação. A história de Caju e Castanha prova que ações de engajamento aparentemente pequenas podem gerar um impacto significativo na conscientização ambiental e na mobilização de recursos para salvar espécies que lutam pela sobrevivência na natureza.