A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, ocorrida em agosto em Copacabana. Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas por envolvimento no crime. A vítima, que possuía problemas psiquiátricos, foi espancada até a morte após ser falsamente acusada de furtar uma bicicleta que, na verdade, pertencia à sua própria irmã.
Detalhes da investigação
O delegado Angelo José Lages Machado, da 12ª Delegacia de Polícia, detalhou que Cláudio foi alvo de uma agressão covarde. Imagens de câmeras de segurança confirmaram que a vítima foi cercada por seguranças que atuavam na região e agredida por cerca de nove minutos com socos, chutes e golpes de madeira. O inquérito aponta que Cláudio agonizou por mais de 30 minutos antes de receber socorro, vindo a falecer devido a traumatismo cranioencefálico e hemorragia interna.
Entre os 13 indiciados estão seguranças clandestinos, entregadores de aplicativo e comerciantes locais. Cinco pessoas foram denunciadas por homicídio triplamente qualificado, motivado por futilidade, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Quatro desses suspeitos já estão presos, enquanto um permanece foragido. O delegado ressaltou que não houve qualquer prova de que a vítima tivesse cometido o furto.
Sistema de segurança informal
A investigação revelou a existência de um esquema de financiamento privado de atividades de segurança informal na região. Segundo o inquérito, os pagamentos aos seguranças eram realizados de forma irregular, sem contratos formais ou recibos, predominantemente em espécie. Quatro pessoas foram indiciadas por exercício irregular da atividade de vigilância, e quatro comerciantes foram responsabilizados pelo financiamento dessa prática.
Além dos principais agressores, outras participações foram identificadas: uma mulher foi indiciada por lesão corporal por ter entregue o objeto de madeira utilizado nas agressões, e um homem foi indiciado por omissão de socorro, por ter presenciado o espancamento sem acionar as autoridades. O caso agora segue para o Ministério Público, que dará continuidade ao processo judicial contra os envolvidos.







