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Países reagem a tarifas de Trump e preparam medidas de retaliação

China, União Europeia e países da América Latina reagem às novas tarifas dos Estados Unidos com críticas duras e promessas de retaliação coordenada.
Navio de exportação
Foto: Freepik

Comunidade internacional reage com firmeza às tarifas dos EUA

O mundo acompanhou, nesta semana, o anúncio do novo pacote de tarifas do ex-presidente Donald Trump com preocupação. A medida impôs pesadas taxas sobre produtos de diversos países, afetando diretamente a economia global.

Enquanto os Estados Unidos justificam as tarifas como forma de proteger sua indústria, países atingidos consideram a ação unilateral e prejudicial. Por isso, grandes blocos econômicos e governos nacionais prometeram medidas de retaliação.

A China condenou as tarifas de 34% sobre suas exportações. O Ministério do Comércio afirmou que as medidas colocam em risco o crescimento econômico mundial. Além disso, Pequim anunciou contramedidas firmes, porque considera a decisão uma ameaça à estabilidade das cadeias de suprimentos.

União Europeia promete firmeza, mas mantém canal de diálogo

A União Europeia também respondeu com críticas. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, declarou que as tarifas representam um “duro golpe” à economia mundial. Contudo, ela garantiu que ainda há tempo para uma solução negociada.

Ao mesmo tempo, líderes europeus reafirmaram sua disposição para o diálogo. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que fará todo o possível para evitar uma guerra comercial. No entanto, ela reforçou que o bloco deve atuar com união e força.

A indústria automobilística alemã também reagiu. A associação do setor alertou que todos perdem com o aumento das tarifas, porque os custos se tornam insustentáveis. Portanto, pediu ações imediatas por parte da União Europeia.

América Latina adota medidas legais e críticas diplomáticas

O Brasil respondeu com rapidez. A Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, a Lei da Reciprocidade, que permite ao governo federal reagir a barreiras comerciais de forma proporcional. Essa medida surgiu porque os produtos brasileiros passaram a ser taxados em 10%.

Enquanto isso, a Colômbia classificou o tarifaço como um grande erro estratégico. O presidente Gustavo Petro afirmou que as novas tarifas prejudicam a integração regional e afastam oportunidades comerciais.

Na Venezuela, a situação é mais delicada. As tarifas de 15% afetaram diretamente a economia local. Como resultado, o dólar paralelo disparou e aumentou o temor de uma nova crise financeira.

Países asiáticos denunciam medidas unilaterais dos EUA

A Ásia também está entre os alvos das novas tarifas. O Japão classificou a medida como “extremamente lamentável”, porque impôs 24% de taxa sobre suas exportações. Logo após o anúncio, o ministro do Comércio solicitou que Washington reconsidere a decisão.

Do mesmo modo, Taiwan se posicionou contra os 32% impostos sobre seus produtos. Embora os semicondutores tenham sido poupados, a decisão foi considerada injusta e desequilibrada. O governo taiwanês informou que iniciará negociações urgentes com os Estados Unidos.

A Tailândia, com tarifas de 36%, e Bangladesh, com 37%, preveem impactos graves. A indústria têxtil de Bangladesh teme perder contratos internacionais. “Vamos perder compradores, porque o custo final será mais alto”, disse Rakibul Alam Chowdhury, do RDM Group.

Mundo pede equilíbrio, mas prepara respostas

A política tarifária de Trump gerou uma onda de reações coordenadas. Embora as medidas ainda estejam em fase inicial, países afetados se movimentam com rapidez. Ao mesmo tempo, há sinais de que o diálogo pode evitar uma escalada mais severa.

O cenário permanece tenso, mas ainda há espaço para a diplomacia. Líderes globais esperam que os Estados Unidos revejam sua postura, porque, segundo eles, uma guerra comercial enfraquece todas as economias envolvidas.