Um mapeamento nacional realizado pelo Instituto Autismos revela que as mulheres são as principais responsáveis pelo cuidado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. O estudo, que ouviu mais de 23 mil pessoas, destaca o impacto social e econômico na vida dessas cuidadoras, que frequentemente abandonam carreiras para se dedicar integralmente aos filhos.
Desafios do diagnóstico e tratamento
A pesquisa traz um dado positivo: a média de idade para o diagnóstico no Brasil está em torno dos 4 anos, alinhada aos padrões internacionais. No entanto, o custo financeiro é um alerta, com famílias gastando em média mais de R$ 1 mil mensais em terapias, recorrendo majoritariamente a planos de saúde para garantir o atendimento.
Histórias de dedicação
O estudo reflete realidades como a da advogada Anaiara Ribeiro, que se tornou autônoma para acompanhar o desenvolvimento do filho João. Histórias como a dela reforçam a necessidade de políticas públicas que ofereçam suporte não apenas aos autistas, mas também às mulheres que sustentam essa rede de cuidado em todo o país.



