Mais de 500 mulheres de comunidades tradicionais de todo o Brasil se reuniram na região administrativa do Gama, no Distrito Federal, para o lançamento do ‘Plano emergencial para proteção às mulheres quilombolas defensoras dos direitos humanos’. O documento de 85 páginas marca a abertura do encontro nacional que também celebra os 30 anos da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
Demandas por segurança e valorização ancestral
O plano emergencial apresenta uma série de reivindicações urgentes direcionadas ao poder público. Entre as principais demandas estão a garantia de proteção coletiva e territorial, a implementação de análises de gênero e raça nas políticas de segurança, além de melhorias em infraestrutura e direitos sociais. A iniciativa busca responder ao aumento de conflitos agrários e ambientais que colocam em risco a vida de lideranças femininas.
Durante o evento, que segue até o próximo domingo, também foi exibido o documentário Cafuné, que retrata a realidade de ameaças sofridas por líderes comunitárias, como o caso de Mãe Bernadete, assassinada em 2023. O encontro reforça o lema da resistência, unindo a luta por justiça climática, reparação histórica e o fortalecimento da ancestralidade quilombola.



