O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio de seu Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública, está acompanhando de perto as investigações sobre a morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira. O crime ocorreu na última quarta-feira (22), na Pavuna, zona norte do Rio, durante uma abordagem policial que resultou em cerca de 23 disparos contra o veículo da vítima.
Prisões e protocolos operacionais
Dois policiais militares, um sargento e um cabo, foram presos em flagrante pela Corregedoria da PM por homicídio doloso. Testemunhas afirmam que Daniel chegou a sinalizar com os faróis para indicar que era morador da região, mas os disparos não cessaram. A Justiça manteve a prisão dos agentes após audiência de custódia, enquanto a Delegacia de Homicídios da Capital busca esclarecer se houve quebra de protocolos fundamentais de abordagem.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj também entrou no caso, solicitando esclarecimentos sobre o uso de câmeras corporais pelos agentes envolvidos. Para a deputada Dani Monteiro, o episódio reflete um uso desproporcional da força e uma lógica de violações recorrentes em comunidades do Rio, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa sobre a atuação das forças de segurança.



