O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou uma operação de grande escala nesta sexta-feira para apurar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores públicos do DF. A investigação foca em contratos de crédito consignado que teriam gerado descontos indevidos nos salários dos funcionários, favorecendo empresas, associações e agentes públicos.
Alvos da operação e desdobramentos
Cerca de 50 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Brasília, Curitiba e São Paulo. Entre os alvos estão o banco digital PicPay, seu CEO Eduardo Chedid Simões, o Banco de Brasília (BRB) e o ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa. A Secretaria de Economia do DF também foi alvo de diligências, tendo equipamentos de trabalho de servidores apreendidos para análise.
Posicionamento das instituições
A Secretaria de Economia do DF afirmou que os contratos sob suspeita foram firmados em gestões passadas e que o órgão está colaborando integralmente com as autoridades. Por sua vez, o PicPay negou qualquer irregularidade, defendendo que seus produtos de crédito consignado seguem rigorosos mecanismos de controle e que não houve cobranças indevidas ou participação de intermediários não autorizados nas operações.



