Edição Brasília

Massacre de Realengo: 15 anos depois, debate foca no papel da misoginia

Especialistas analisam o impacto da misoginia no Massacre de Realengo após 15 anos. Entenda como o ódio contra mulheres motivou o crime.
Massacre de Realengo: 15 anos depois, debate foca no papel da misoginia

A face oculta do Massacre de Realengo

Passados 15 anos da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, pesquisadoras trazem à tona um elemento central muitas vezes ignorado: a misoginia. Embora o bullying tenha sido a explicação oficial, a disparidade de gênero entre as vítimas revela um padrão de ódio contra mulheres.

Das 12 vítimas fatais, 10 eram meninas. Relatos de testemunhas indicam que o assassino mirava especificamente para matar as estudantes, enquanto nos meninos os disparos visavam apenas ferir. Grupos extremistas online, frequentados pelo criminoso, celebravam o ato como uma vitória da ideologia “incel”.

Estudos recentes da Unicamp mostram que ataques em escolas no Brasil têm crescido e estão quase sempre associados a ideologias de superioridade masculina e racismo. O debate atual reforça a necessidade de combater o discurso de ódio em comunidades digitais para prevenir novas tragédias.