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Lula exalta megaprovação contra crime em combustíveis: R$ 3,2 bi bloqueados

O presidente Lula destacou hoje a "maior operação contra o crime organizado" da história, que bloqueou R$ 3,2 bilhões em esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis em 10 estados.
Operação crime combustíveis
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou, em recentes declarações, a execução da “maior operação contra o crime organizado” da história do Brasil, uma iniciativa que culminou no bloqueio de impressionantes R$ 3,2 bilhões. A megaoperação desmantelou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no estratégico setor de combustíveis, atuando simultaneamente em dez estados brasileiros.

Combate Unificado ao Crime Organizado

Nesta quinta-feira (28), o presidente Lula destacou publicamente a série de operações policiais que investigam a atuação de grupos criminosos. Essas facções, notadamente ligadas ao narcotráfico, utilizavam a cadeia produtiva de combustíveis para lavar dinheiro ilícito. Conforme o presidente detalhou em suas redes sociais, a nação presenciou uma resposta contundente do Estado brasileiro ao crime organizado, orquestrada por meio de atuações coordenadas entre a Polícia Federal (PF), a Receita Federal e diversos Ministérios Públicos estaduais.

Em seguida, Lula enfatizou o sucesso do trabalho integrado, um modelo de atuação que foi impulsionado pela criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado no Ministério da Justiça. Esse núcleo, segundo ele, permitiu monitorar toda a complexa cadeia criminosa e, crucialmente, atingir o cerne financeiro que sustentava tais práticas ilícitas. Além disso, o presidente reiterou o compromisso de sua gestão com a proteção dos cidadãos e consumidores, visando cortar o fluxo de dinheiro clandestino, recuperar recursos para os cofres públicos e, por fim, assegurar um mercado de combustíveis justo, transparente, com qualidade garantida e concorrência leal. Portanto, o governo seguirá atuando com seriedade e coordenação para oferecer segurança à população e estabilidade à economia.

Operações em Andamento: Quasar e Tank

As autoridades policiais, por meio de operações distintas, embora com o objetivo comum de desarticular esquemas de lavagem de dinheiro de grande impacto financeiro, têm avançado significativamente. As investigações revelaram um esquema engenhoso que empregava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com fortes indícios de conexão com facções criminosas.

Detalhamento da Operação Quasar

No âmbito da Operação Quasar, por exemplo, doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos no estado de São Paulo, abrangendo a capital paulista e as cidades de Campinas e Ribeirão Preto. A Justiça Federal, em um movimento decisivo, autorizou o sequestro de fundos de investimento dos investigados, além do bloqueio de bens e valores. Este bloqueio alcança o montante de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas. Adicionalmente, foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de todas as pessoas físicas e jurídicas sob investigação, o que certamente trará mais clareza sobre as transações financeiras ilícitas.

Ações da Operação Tank no Paraná

Paralelamente, a Polícia Federal também cumpre mandados judiciais contra integrantes de uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná, foco principal da Operação Tank. Esta organização criminosa, ativa desde 2019, é suspeita de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões. A rede operava movimentando mais de R$ 23 bilhões através de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e até instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.

Os criminosos utilizavam uma série de artifícios complexos para ocultar a origem de seus recursos. Entre as táticas empregadas, conforme as investigações, estavam depósitos fracionados, que somaram mais de R$ 594 milhões, realizados por meio de “laranjas”, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e a simulação de aquisição de bens e serviços. Além disso, o trabalho investigativo constatou fraudes diretas na comercialização de combustíveis, como a adulteração de gasolina e a prática da “bomba baixa”, onde o volume abastecido é inferior ao indicado no medidor. Cerca de 46 postos de combustíveis apenas em Curitiba estavam envolvidos nessas práticas fraudulentas, revelando a extensão do esquema.

Para desmantelar essa vasta rede, os agentes estão cumprindo quatorze mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Em conclusão, os bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 pessoas jurídicas foram bloqueados, totalizando uma constrição patrimonial superior a R$ 1 bilhão, representando um golpe significativo contra o financiamento do crime organizado no Brasil.

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