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LGPD e Proteção de Dados fortalecem integridade e combate à corrupção no GDF

A Controladoria-Geral do DF (CGDF) destaca como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é essencial para a integridade pública. Saiba como a LGPD combate corrupção GDF e garante transparência.
LGPD e Proteção de Dados fortalecem integridade e combate à corrupção no GDF

O Dia Internacional da Proteção de Dados Pessoais, celebrado anualmente em 28 de janeiro, serve como um poderoso lembrete da importância crítica da privacidade, segurança da informação e, sobretudo, do uso responsável dos dados em um mundo cada vez mais digitalizado. No Brasil, essa pauta ganhou força institucional significativa com a promulgação da Lei nº 13.709/2018, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Desde que entrou em vigor em 2020, a LGPD consolidou-se como um marco regulatório essencial, impulsionando organizações públicas e privadas a fortalecerem sua cultura de proteção de dados. No Distrito Federal, essa legislação transcende a simples conformidade, tornando-se uma ferramenta estratégica vital para a governança e a integridade pública.

LGPD como Pilar da Integridade e Transparência no GDF

Para a Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), a proteção rigorosa dos dados pessoais está intrinsecamente ligada à integridade do Estado e ao esforço contínuo de combate à corrupção. Este tema central foi amplamente debatido durante a Semana Internacional de Controle e Combate à Corrupção de 2025, um evento que reuniu servidores e especialistas para discutir as melhores práticas de governança.

Na ocasião, Alberto Peres, encarregado governamental de Proteção de Dados do GDF, apresentou o modelo final de implementação da LGPD no âmbito distrital. Ele enfatizou a relação direta entre a segurança dos dados, a integridade institucional e a prevenção de irregularidades. A rastreabilidade e o tratamento adequado das informações pessoais criam ambientes institucionais mais seguros e transparentes, dificultando desvios de conduta.

“Essa postura simplifica a troca de dados e reforça a transparência no serviço público, prevenindo irregularidades”, enfatizou Peres. Ele complementa: “Ao garantir tratamento adequado e rastreabilidade aos dados, fortalecemos a integridade do Estado e protegemos o interesse público.”

A rastreabilidade dos dados, ou seja, a capacidade de monitorar e auditar o ciclo de vida da informação, é um mecanismo poderoso. Ela assegura que qualquer acesso ou manipulação de dados pessoais dentro do governo possa ser verificado, atuando como um forte inibidor de práticas ilícitas. É assim que a LGPD combate corrupção GDF, transformando a gestão de informações em uma barreira contra a má-fé.

Governança e Segurança: A Base Contra a Corrupção

Daniel Lima, controlador-geral do Distrito Federal, reforça que a adesão à proteção de dados representa muito mais do que apenas cumprir exigências normativas. “Proteger dados não é burocracia, é a base da nossa integridade”, afirma Lima. Ele destaca que a existência de governança robusta e segurança da informação elimina o espaço para a corrupção prosperar.

A celebração do Dia Internacional da Proteção de Dados Pessoais também serve para reforçar que o controle social e a transparência caminham de mãos dadas com a segurança das informações dos cidadãos. O GDF disponibiliza diversas ferramentas que permitem o exercício pleno da cidadania, garantindo que a privacidade seja protegida por padrões e controles institucionais rigorosos. Exemplos notáveis incluem o portal Participa DF, a Lei de Acesso à Informação (LAI) e os painéis de Ouvidoria, que promovem a fiscalização e a participação ativa da população.

Além da data internacional, o Brasil demonstrou seu compromisso crescente com o tema ao instituir, recentemente, o Dia Nacional da Proteção de Dados, por meio da Lei nº 15.254/2025. Esta iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a privacidade, a segurança da informação e o uso responsável de dados pessoais, estimulando debates permanentes e ações educativas sobre os direitos garantidos pela LGPD. O foco é claro: garantir que a proteção de dados seja vista por todos os setores do governo e pela sociedade como um pilar inegociável da integridade pública.