A Justiça do Ceará aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus quatro indivíduos suspeitos de coordenar uma campanha de difamação contra a farmacêutica Maria da Penha. O grupo é acusado de atuar de forma organizada para atacar a imagem da ativista, que é símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil, e tentar invalidar a lei que leva seu nome.
Falsificação de Documentos e Stalking
Entre as provas apresentadas pelo MP, destaca-se a utilização de um laudo de exame de corpo de delito forjado. O documento falso foi usado em um documentário para sustentar a tese de inocência de Marco Heredia, ex-marido de Maria da Penha, já condenado por tentativa de homicídio. Além da falsificação, os réus respondem por práticas de stalking e cyberbullying contra a ativista.
Lucro com Desinformação
As investigações apontam que a rede de ódio não buscava apenas danos morais, mas também lucro financeiro através da disseminação de conteúdos misóginos e notícias falsas em redes sociais. O Ministério Público identificou que o grupo utilizava grupos de mensagens para planejar as estratégias de ataque e monitorar a rotina da vítima, configurando uma perseguição sistemática e perigosa.



