O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Gaeco, obteve uma vitória judicial importante para manter Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, na Penitenciária Federal de Brasília. A decisão da 1ª Vara Criminal da Capital negou o retorno do contraventor ao Rio, fundamentada no alto risco que sua presença representaria para a segurança pública e para o andamento das investigações.
Liderança criminosa e crimes violentos
Adilsinho é apontado como o líder de uma organização criminosa transnacional especializada no comércio ilegal de cigarros paraguaios e no jogo do bicho. Segundo o MPRJ, o grupo utiliza métodos violentos, incluindo homicídios, para manter o domínio territorial. A Justiça ressaltou que a transferência para o sistema federal é necessária para evitar que o réu interfira na colheita de provas ou exerça influência sobre órgãos de segurança.
A prisão de Adilsinho ocorreu em fevereiro deste ano, em Cabo Frio, após uma operação de inteligência da Polícia Federal que contou com apoio aeropolicial. A investigação detalha que a quadrilha impunha o medo em diversas regiões para consolidar o monopólio do mercado ilícito. Com a manutenção da custódia em Brasília, as autoridades esperam desarticular a cadeia de comando da organização.



