A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), em coordenação com a Secretaria Nacional de Proteção da Defesa Civil, anunciou um rigoroso protocolo de segurança aérea para a aguardada implosão do antigo Hotel Torre Palace, marcada para este domingo (25). O plano visa garantir a estabilidade técnica da operação, a segurança do público e a proteção das aeronaves tripuladas que atuarão na região.
O protocolo estabelece uma Zona de Restrição de Voo (FRZ – Flight Restriction Zone) em um raio de 500 metros, tomando como centro a edificação a ser demolida. Dentro deste perímetro de exclusão, a utilização de aeronaves não tripuladas (RPA/Drones) de natureza civil, particular ou recreativa está terminantemente proibida. A SSP-DF alerta que o descumprimento das regras pode resultar em sérias consequências, incluindo a perda e retenção do equipamento.
Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF, enfatizou a complexidade da operação e o risco que interferências aéreas representam. “Estamos falando de uma operação de alta complexidade e com elevado rigor técnico. Qualquer interferência no espaço aéreo representa risco real à segurança das pessoas e pode comprometer a condução da atividade,” destacou Avelar. Ele reforçou a necessidade de que todos respeitem as regras estabelecidas e que os profissionais de imprensa realizem o cadastramento, garantindo uma cobertura segura e organizada.
Sistemas Antidrone Ativados para Bloqueio de Sinal
Para assegurar o cumprimento da restrição e impedir qualquer invasão no perímetro de exclusão, a SSP-DF mobilizará tecnologias avançadas de detecção e neutralização de drones, conhecidas como sistemas antidrone. Esta tecnologia atuará de forma preventiva e terá capacidade de resposta imediata a qualquer ameaça aérea não autorizada.
A operação contará com mecanismos de interferência por radiofrequência, projetados especificamente para bloquear o sinal de comando de qualquer equipamento não autorizado que tente acessar a área restrita. Marcio Lobo, técnico responsável pelo acompanhamento aéreo da operação e chefe da Assessoria de Assuntos Estratégicos da SSP-DF, detalhou as consequências para quem desrespeitar a zona de exclusão.
“O monitoramento será contínuo, e o perímetro estará sob vigilância técnica durante toda a ação. Drones não autorizados estarão sujeitos à neutralização do sinal, o que pode provocar a aquisição e controle e sua retenção,” explicou Lobo. Drones que invadirem o perímetro poderão sofrer perda imediata de controle, com risco de queda e retenção do equipamento pelas autoridades.
Regras Estritas para a Cobertura Jornalística Aérea
A captação de imagens aéreas durante a implosão será um privilégio restrito. Somente aeronaves pertencentes aos órgãos de segurança pública, à empresa responsável pela demolição e às equipes de imprensa devidamente cadastradas e autorizadas terão permissão para operar. Mesmo para os jornalistas autorizados, a operação dos equipamentos deverá ocorrer estritamente dentro de uma área previamente definida para decolagem e em uma zona segura de voo.
A SSP-DF orienta que os profissionais de imprensa interessados em operar drones durante a cobertura devem encaminhar os dados necessários para cadastro e autorização de voo até esta sexta-feira (23). O prazo é crucial, e o envio deve ser feito exclusivamente para o e-mail [email protected].
O documento de solicitação deve ser completo, contendo informações detalhadas do operador e do equipamento, incluindo: nome completo e documento de identificação do operador, órgão/empresa que representa, modelo da aeronave, número de série, nome do dispositivo e número de série do controle remoto, além de um telefone de contato. “Não será permitido o sobrevoo com drones não cadastrados, mesmo em caso de cobertura jornalística. A medida tem como objetivo garantir a segurança da operação e de todos os envolvidos,” concluiu Marcio Lobo, reforçando que a organização e o respeito ao protocolo são essenciais para o sucesso do evento de demolição.



