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IgesDF impulsiona pesquisas científicas e destaca liderança feminina na saúde

Conheça como o IgesDF utiliza a ciência para transformar o SUS, com 145 pesquisas ativas e um forte incentivo à liderança feminina na inovação em saúde.
IgesDF impulsiona pesquisas científicas e destaca liderança feminina na saúde

A ciência dentro dos hospitais do Distrito Federal não é apenas uma atividade acadêmica, mas uma ferramenta vital para salvar vidas e aprimorar o atendimento público. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) consolida-se como um polo de inovação, transformando a rotina das unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais em estudos que fundamentam decisões clínicas e protocolos de segurança.

Atualmente, o Instituto gerencia 145 pesquisas científicas em diversas frentes. Desse total, 29 contam com patrocínio da indústria e de instituições parceiras, permitindo o acesso a tecnologias de ponta e novos métodos terapêuticos. As demais pesquisas nascem das demandas diretas da rede pública, conduzidas por profissionais que buscam soluções para os desafios reais enfrentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), focando em áreas como doenças crônicas, segurança do paciente e gestão em saúde.

Protagonismo feminino e a valorização da ciência

O avanço científico do IgesDF ganha um significado especial com a celebração do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data reforça a necessidade de equidade e representatividade feminina em áreas de inovação. No Instituto, a Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) lidera esse movimento, incentivando práticas baseadas em evidências e a qualificação profissional contínua.

Emanuela Dourado, diretora da Diep, destaca que a diversidade é um fator essencial para a qualidade assistencial. Segundo ela, o compromisso da instituição vai além da produção de conhecimento; trata-se de fortalecer uma cultura que reconhece o papel fundamental das mulheres na transformação da saúde pública. Ana Carolina Lagoa, gerente de Pesquisa, complementa que a pesquisa no IgesDF é diferenciada por sua conexão direta com o cotidiano hospitalar, otimizando fluxos e garantindo um cuidado mais eficiente e seguro.

Parcerias estratégicas e impacto global no SUS

A projeção do IgesDF ultrapassa as fronteiras do Distrito Federal. O Instituto mantém colaborações estratégicas com centros de excelência nacionais, como o Hospital Albert Einstein, Sírio-Libanês e a Universidade de São Paulo (USP). No âmbito internacional, parcerias com a Monash University e a Universidade de Melbourne, além de gigantes farmacêuticas como GSK, Takeda e Amgen, conectam o DF às principais tendências globais de saúde.

Essas alianças permitem que novas soluções cheguem ao SUS com maior agilidade. Na prática, o paciente da rede pública beneficia-se de diagnósticos mais precisos e tratamentos modernos, reduzindo complicações e aumentando as chances de recuperação. A articulação estratégica entre ensino, pesquisa e assistência posiciona o Instituto como uma referência em inovação dentro do sistema público brasileiro, promovendo a incorporação de práticas modernas na rede de saúde.

A trajetória de quem transforma perguntas em cura

Entre os nomes que personificam esse progresso está a Dra. Liliana Sampaio Costa Mendes, gastroenterologista e hepatologista no Hospital de Base. Com décadas de dedicação à ciência, ela coordena estudos patrocinados e desenvolve linhas de pesquisa voltadas para cirrose e doenças raras. Para a pesquisadora, a ciência permite desconstruir dogmas e identificar riscos precocemente, o que é crucial para salvar vidas em quadros que antes eram considerados irreversíveis.

Liliana ressalta que fazer ciência no SUS exige disciplina, organização e paixão. Conciliar a assistência direta ao paciente com a coleta rigorosa de dados é um desafio que compensa ao ver os resultados aplicados em larga escala. Para o IgesDF, o investimento contínuo em pesquisa científica e o apoio às suas pesquisadoras representam o caminho para uma saúde pública mais sustentável, eficiente e humana, capaz de oferecer respostas acessíveis para toda a população.