Um levantamento inédito do IBGE sobre as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul revela a dimensão da tragédia que atingiu mais de 6,3 milhões de moradores. Segundo os dados, mais de 2,3 milhões de domicílios sofreram danos estruturais, evidenciando a precariedade deixada pelo desastre climático.
Infraestrutura e serviços básicos comprometidos
A pesquisa detalha que 88% dos domicílios afetados enfrentaram interrupções no fornecimento de água, luz e internet. Além disso, 67,5% dos entrevistados relataram que tiveram a saúde física ou mental abalada em decorrência das inundações, que também causaram destruição em rodovias e acúmulo de resíduos nas cidades.
Deslocamento forçado e desigualdade
O impacto socioeconômico foi severo, forçando 14,6% da população pesquisada a mudar de endereço. O estudo destaca que famílias de baixa renda foram as mais prejudicadas, com uma parcela significativa vivendo hoje em condições inferiores às que possuíam antes do evento climático, reforçando a necessidade de políticas públicas de reconstrução focadas nos mais vulneráveis.



