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Hospital de Santa Maria capacita profissionais em cuidados paliativos

Descubra como o Hospital de Santa Maria está aprimorando a assistência em cuidados paliativos para garantir dignidade e funcionalidade aos pacientes graves.
Hospital de Santa Maria capacita profissionais em cuidados paliativos

O cuidado em saúde vai muito além da busca pela cura; trata-se, primordialmente, de garantir dignidade e alívio ao sofrimento humano em todas as suas dimensões. Com essa premissa, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta quinta-feira (26), uma importante capacitação voltada para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. O evento, realizado no auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), focou no aprimoramento das práticas de cuidados paliativos na assistência hospitalar.

A Essência dos Cuidados Paliativos na Reabilitação

A iniciativa visa fortalecer o atendimento prestado a pacientes diagnosticados com doenças graves ou que ameaçam a continuidade da vida. Diferente do que muitos pensam, os cuidados paliativos não se limitam ao fim da vida, mas abrangem uma abordagem multidisciplinar que busca promover o conforto, a funcionalidade e a qualidade de vida desde o diagnóstico. Durante o encontro, os profissionais discutiram como a manutenção da capacidade funcional é um pilar estratégico para preservar a autonomia do paciente.

Danielle Fontenele, chefe do Serviço de Saúde Funcional do HRSM, ressaltou que a capacitação reafirma o compromisso institucional com uma assistência qualificada e humanizada. Segundo ela, a fisioterapia desempenha um papel vital, pois, mesmo quando a cura não é mais o objetivo principal, o cuidado permanece sendo uma obrigação ética e profissional. A atenção integral considera não apenas o quadro clínico, mas também os impactos emocionais e sociais que a enfermidade impõe ao indivíduo e sua família.

Estratégias Práticas e Manejo de Sintomas

A palestra principal foi conduzida pela fisioterapeuta Ellen Morbeck, especialista em oncologia e cuidados paliativos. De forma voluntária, Morbeck compartilhou sua vasta experiência clínica, enfatizando que a perda de funcionalidade em casos graves pode ser um indicador de piora no prognóstico. Por isso, a intervenção precoce da terapia ocupacional e da fisioterapia é fundamental para mitigar o sofrimento e manter o paciente o mais ativo possível dentro de suas limitações.

Um dos pontos altos da capacitação foi o debate sobre o manejo de sintomas prevalentes, como a dor intensa, a fadiga extrema e a dispneia (dificuldade para respirar). A especialista explicou que esses sinais impactam severamente o cotidiano dos pacientes e exigem técnicas específicas de intervenção. O controle adequado desses sintomas é o que permite que o paciente mantenha sua dignidade e consiga interagir com seus entes queridos, reduzindo o peso psicológico da doença e otimizando o tempo de internação.

Impacto na Rotina Assistencial e Educação Continuada

Para os profissionais que atuam na linha de frente, como o fisioterapeuta Augusto Alves, o treinamento ofereceu ferramentas práticas para solucionar dúvidas comuns do dia a dia. Alves destacou que o aprendizado sobre o uso correto do oxigênio e o suporte respiratório em cuidados paliativos é essencial para evitar intervenções desnecessárias e garantir o bem-estar imediato do assistido. A troca de experiências entre os colegas fortalece a rede de apoio técnico dentro da unidade hospitalar e eleva o padrão de segurança do paciente.

A organização do evento ficou a cargo do Serviço de Saúde Funcional e da equipe de Cuidados Paliativos do HRSM, contando com o suporte fundamental do Núcleo de Educação Permanente e do Núcleo de Tecnologias Educacionais. Para aqueles que não puderam comparecer ou desejam revisar o conteúdo, a transmissão completa da capacitação está disponível no canal oficial do IgesDF no YouTube, democratizando o acesso ao conhecimento técnico de alta qualidade.

Com ações como esta, o Hospital de Santa Maria se consolida como uma referência em humanização no Distrito Federal, provando que a excelência técnica e a empatia devem caminhar juntas na construção de um sistema de saúde mais justo e eficiente para toda a população.