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GDF descentraliza serviços e amplia acesso em regiões administrativas do DF

O GDF expande serviços como Zebrinha, Deam II e sinalização icônica para todas as regiões administrativas. Veja como a descentralização melhora a vida no DF.
GDF descentraliza serviços e amplia acesso em regiões administrativas do DF

Desde o início da gestão em 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) implementa uma estratégia robusta de descentralização de serviços públicos. O objetivo central é romper com a dependência histórica do Plano Piloto, levando infraestrutura de qualidade, mobilidade eficiente e segurança especializada para as diversas regiões administrativas (RAs). Essa mudança de paradigma impacta diretamente a rotina de milhares de brasilienses, que agora encontram serviços essenciais muito mais próximos de suas residências.

A expansão abrange quatro frentes principais: o transporte de vizinhança, conhecido popularmente como Zebrinha; o sistema de sinalização e endereçamento histórico; a interiorização de delegacias especializadas; e a modernização da micromobilidade com patinetes elétricos compartilhados. Juntas, essas iniciativas representam um investimento massivo que fortalece a identidade urbana e a autonomia de todo o Distrito Federal.

Mobilidade urbana e o renascimento do Zebrinha

O serviço de transporte Zebrinha, que por décadas ficou restrito às vias do Plano Piloto, vive hoje uma nova fase de abrangência. Atualmente, o sistema atende 17 regiões administrativas, operando com uma frota de 68 veículos que realizam a integração estratégica entre bairros, linhas de ônibus troncais e o metrô. Com uma tarifa acessível de R$ 2,70, o serviço transporta cerca de 20,7 mil passageiros diariamente, funcionando como um elo vital para a economia local.

Dados da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) indicam que a demanda pelo transporte de vizinhança cresceu 26% nos últimos meses. Para usuários como a telefonista Ábia Eloína, a praticidade é o maior benefício. Ela destaca que a ligação rápida entre os pontos de interesse locais gera economia de tempo e dinheiro, facilitando o deslocamento diário sem a necessidade de grandes caminhadas ou múltiplas baldeações em terminais distantes.

Sinalização icônica e identidade em todas as cidades

Outro marco da descentralização é a instalação das placas de endereçamento histórico em todas as 35 regiões administrativas. Com um investimento de R$ 70 milhões, o GDF já instalou aproximadamente 50 mil placas em cidades como Ceilândia, Taguatinga, Sobradinho e Samambaia. O projeto, assinado pelo arquiteto e designer Danilo Barbosa, é reconhecido mundialmente e integra o acervo permanente de arquitetura e design do MoMA, em Nova York, desde 2012.

A produção dessas peças é realizada integralmente pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), que mantém uma média mensal de 250 unidades de endereçamento e até 600 peças rodoviárias. Para os moradores, como Laís Pereira, de Taguatinga, a sinalização vai além da estética: é uma ferramenta fundamental de orientação e cidadania. O autor do projeto, Danilo Barbosa, reforça que o sistema foi concebido desde o início para atender todo o DF, consolidando uma unidade visual que valoriza a identidade de cada cidade satélite.

Segurança especializada e micromobilidade sustentável

A segurança pública também avançou para fora do eixo central com a consolidação da segunda Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam II) em Ceilândia. Sendo a região mais populosa do DF, a unidade funciona 24 horas e oferece suporte completo, incluindo um posto descentralizado do Instituto Médico Legal (IML) e seções especializadas para o atendimento de crianças e adolescentes. A presença dessa estrutura garante um ambiente acolhedor e eficiente para denúncias, como ressalta a servidora Rosa Nilda de Fasco Araújo, que vê na unidade um avanço crucial para a proteção feminina.

No campo da inovação tecnológica, os patinetes elétricos compartilhados expandiram suas fronteiras geográficas. Presentes em oito regiões, incluindo Guará, Águas Claras, Gama e Taguatinga, os 2.700 veículos já registraram mais de 1,1 milhão de viagens até o final de 2025. A expansão do serviço, consolidada com o credenciamento da operadora JET, transformou a rotina de moradores como o analista Kalyu Monteiro. Ele utiliza o modal para deslocamentos curtos e trabalho, destacando a redução do fluxo de veículos nas ruas e a praticidade de um transporte sustentável e ágil dentro da própria vizinhança.

Essa mudança no desenho das políticas públicas reflete um compromisso com a equidade urbana. Ao levar para as regiões administrativas os serviços que antes eram privilégio da área central, o GDF não apenas melhora a logística da capital, mas promove uma integração real entre os moradores e o território onde vivem.