O Governo do Distrito Federal (GDF) intensificou as ações de assistência social e acolhimento à população em situação de rua. Na última semana, o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua — coordenado pela Casa Civil do DF — realizou 42 atendimentos em 13 pontos estratégicos, abrangendo o Plano Piloto e Ceilândia.
As operações ocorreram de terça-feira (30) até o último domingo (4), demonstrando o compromisso contínuo do GDF em oferecer suporte e dignidade a este público. Além do acolhimento direto, as equipes atuaram na manutenção da ordem urbana, removendo entulhos e desconstituindo estruturas precárias que representavam riscos sanitários e de segurança.
Balanço das Ações de Acolhimento por Região
As equipes iniciaram a semana no Plano Piloto. Na terça-feira (30), quatro pontos foram visitados, resultando no atendimento de oito pessoas. Na ocasião, foi necessária a remoção de um caminhão de entulho, com o material inservível sendo encaminhado à Unidade de Recebimento de Entulhos (URE), e a desconstituição de três estruturas precárias.
Na quarta-feira (31), a operação se deslocou para Ceilândia, onde três pessoas receberam acolhimento. A ação em Ceilândia incluiu a remoção de mais um caminhão de entulho e a desmontagem de uma estrutura. Não houve operações registradas na quinta-feira (1º).
O retorno ao Plano Piloto na sexta-feira (2) focou em três pontos da Asa Norte, resultando no maior número de atendimentos da semana: 17 pessoas foram localizadas e acolhidas. Dois caminhões de entulho foram retirados e uma estrutura precária foi desmontada. No sábado (3), as equipes cobriram quatro pontos na área central e na Asa Sul, encontrando seis pessoas, desconstituindo quatro estruturas e removendo dois caminhões de entulho.
Encerrando a semana, no domingo (4), a Asa Norte foi novamente o foco. Um ponto visitado resultou no acolhimento de oito pessoas, na desmontagem de sete estruturas e na remoção de um caminhão de entulho, finalizando o ciclo de intervenções com foco na assistência e na zeladoria urbana.
O Contexto da Política Distrital de Acolhimento
O Distrito Federal se consolidou como a primeira unidade da Federação a formalizar um plano de política pública robusto após a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu ações de abordagem coercitiva à população de rua. As ações de acolhimento, implementadas após uma fase de testes bem-sucedida em maio de 2024, tornaram-se semanais e abrangentes, alcançando regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira.
Em maio de 2024, o GDF oficializou o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, a estratégia tem evoluído para incluir programas especializados. Em julho de 2025, a vice-governadora Celina Leão, então em exercício, assinou o decreto que instituiu o programa Acolhe DF. Este programa inovador propõe uma busca ativa e oferece tratamento especializado para pessoas em situação de rua que enfrentam dependência química, incluindo álcool, tabaco e drogas ilícitas, aprimorando significativamente a linha de atendimento já existente.
Ainda em julho de 2025, o GDF inaugurou o primeiro hotel social da capital federal, um marco na política de assistência. O equipamento oferece 200 vagas para pernoite e se destaca por acolher também os animais de estimação dos usuários, reconhecendo o vínculo afetivo como parte essencial do processo de reintegração social.
Adicionalmente, o governo mantém a Ação contra o Frio, promovida desde 2022 em períodos de baixas temperaturas. Somente em 2025, a unidade aberta na Asa Sul registrou 6,6 mil atendimentos, fornecendo espaços seguros para pernoite, além de casacos e cobertores arrecadados pela campanha Agasalho Solidário, coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais. Essas iniciativas demonstram o esforço multifacetado do GDF para garantir assistência integral e humanizada à população em situação de rua.



