A exposição ‘Coexistir Coabitar’, em cartaz no Rio de Janeiro, propõe um olhar sensível sobre a realidade do encarceramento no Brasil. Através de pinturas, vídeos e performances, artistas que passaram pelo sistema prisional e seus familiares transformam traumas e memórias em ferramentas de crítica social e busca por dignidade.
Arte como Ferramenta de Ressocialização
Entre os destaques está o trabalho de Wallace Costa, que utiliza resina e fragmentos de vidro para representar a trajetória de seu pai no sistema carcerário. Para o artista, a obra ‘Cadeias de Vidro’ é uma forma de processar o impacto da prisão na saúde mental da família e questionar os rótulos impostos pela sociedade aos egressos.
Desafios e Identidade no Cárcere
A mostra também traz o relato de Larissa Rolando, uma mulher trans que enfrentou o sistema prisional masculino. Sua experiência revela as precariedades das unidades de detenção e a importância de políticas públicas que respeitem a identidade de gênero. A exposição convida o público a enxergar além das notícias policiais e refletir sobre a humanidade por trás das grades.



