Casos recentes de feminicídio e ataques virtuais acenderam o alerta sobre a complexa engrenagem da misoginia no Brasil. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que esses episódios não são isolados, mas parte de uma estrutura que conecta frustrações individuais a projetos políticos de extrema-direita e algoritmos de redes sociais.
O papel das Big Techs e o recrutamento de jovens
Pesquisadores identificam que meninos cada vez mais jovens, entre 12 e 14 anos, estão sendo atraídos para a chamada “manosfera”. Esses ambientes digitais, que incluem fóruns de jogos e aplicativos de mensagens, promovem discursos de ódio e a ideia de submissão feminina, utilizando termos como “macho alfa” para validar comportamentos agressivos.
Reação às conquistas femininas
Para sociólogos e psicólogos, o aumento da violência é uma reação conservadora à ocupação de novos espaços pelas mulheres na sociedade. Embora o patriarcado seja secular, a internet atua como um catalisador, permitindo que o ódio ganhe escala e se transforme em violência física real, exigindo políticas públicas urgentes de regulação e educação digital.



