A menos de oito dias para o primeiro turno das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu um alerta fundamental para todo o eleitorado brasileiro: é indispensável conferir o local de votação com antecedência. Mesmo para quem já possui o hábito de votar no mesmo endereço, a recomendação é cautelosa, pois seções podem ter sofrido alterações de endereço desde o último pleito.
Por que verificar o local de votação?
Embora a manutenção do local de votação seja a regra para a maioria dos eleitores antigos, mudanças pontuais podem afetar milhares de cidadãos em um universo de 158,7 milhões de pessoas aptas a votar. Apenas no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, as alterações impactam cerca de 670 mil eleitores, com 277 locais de votação modificados, sendo 72 deles por questões de segurança. Além do Rio, tribunais regionais de pelo menos outros 10 estados e do Distrito Federal também confirmaram mudanças em endereços de seções.
Como realizar a consulta
A Justiça Eleitoral disponibiliza diversas formas para que o cidadão confirme onde deve exercer seu direito ao voto. Desde o dia 1º de setembro, o aplicativo e-Título, disponível para Android e iOS, permite a consulta rápida na tela inicial, através da opção “onde votar”. Alternativamente, o Portal do TSE oferece o serviço na aba “Serviços Eleitorais”, onde basta informar CPF ou número do título, data de nascimento e nome da mãe.
É importante ressaltar que os 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) mantêm listas atualizadas em seus portais oficiais, sendo recomendável que o eleitor verifique os avisos específicos de sua região. O Brasil conta hoje com uma estrutura logística complexa, distribuída em 5.571 municípios e 186 cidades no exterior, totalizando 517.206 seções eleitorais organizadas em 2.641 zonas eleitorais. Para eleitores de primeira viagem, a consulta é obrigatória para identificar corretamente a zona e seção eleitoral que constam no documento oficial.







