Durante o Acampamento Terra Livre em Brasília, artesãos indígenas manifestaram preocupação com o impacto do desmatamento na produção de seus adornos ancestrais. Tapurumã Pataxó, especialista na confecção de cocares, alertou que a diminuição de aves como araras e maritacas no céu reflete a degradação dos territórios provocada por grileiros e invasores.
A luta pela preservação da identidade
A escassez de matéria-prima tem forçado artesãos a buscarem alternativas inusitadas, como a coleta de penas em zoológicos. Para o povo Pataxó, o cocar não é apenas um adorno, mas um símbolo de resistência e proteção. A perda da biodiversidade afeta diretamente a transmissão desses saberes tradicionais para as novas gerações.
Lideranças indígenas reforçam que a preservação ambiental é indissociável da demarcação de terras. Além das queimadas, o uso intensivo de agrotóxicos em fazendas vizinhas tem contribuído para o desaparecimento de espécies vitais para o ecossistema e para a cultura dos povos originários, exigindo ações urgentes de consciência ambiental.



