Prática racista no parlamento
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) causou indignação nesta quarta-feira ao aparecer com o rosto pintado de preto na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A parlamentar utilizou a prática do blackface para ironizar a eleição de Erika Hilton (PSOL) à presidência da Comissão da Mulher, proferindo também discursos de cunho transfóbico durante sua fala.
Reação imediata e denúncias
O episódio gerou uma resposta rápida de parlamentares da oposição. As deputadas Mônica Seixas e Luana Alves registraram um boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Elas argumentam que o crime de racismo é inafiançável e que a imunidade parlamentar não autoriza a prática de atos degradantes e discriminatórios em plenário.
Consequências políticas
Além da esfera criminal, Fabiana Bolsonaro deve enfrentar processos no Conselho de Ética da Alesp, com pedidos de cassação de mandato já sendo articulados. O blackface é historicamente reconhecido como uma ferramenta de ridicularização da população negra, e sua utilização em uma das maiores casas legislativas do país é vista como um grave retrocesso democrático.



