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Cultura do DF em 2025: Investimento de R$ 1 gera retorno de R$ 3 na economia local

Descubra como a política cultural do Distrito Federal gerou um impacto econômico massivo em 2025. Saiba quais eventos, como o Carnaval e a Expoabra, impulsionaram a economia criativa e garantiram um retorno de R$ 3 para cada R$ 1 investido pelo GDF.
Cultura do DF em 2025: Investimento de R$ 1 gera retorno de R$ 3 na economia local

A cultura consolidou seu papel como motor estratégico para o desenvolvimento do Distrito Federal em 2025. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) não apenas promoveu o acesso democrático à arte, mas também garantiu um impacto econômico direto e mensurável em todas as regiões administrativas. O balanço do ano revela um dado impressionante: para cada R$ 1 investido pelo Governo do DF em iniciativas culturais (excluindo o Carnaval), a sociedade recebeu um retorno de R$ 3, gerados através de empregos diretos e indiretos, tributos e forte movimentação na economia criativa.

O Carnaval de 2025 serviu como o maior exemplo desse poder de alavancagem econômica. Com um investimento de R$ 8,5 milhões, a festa superou as expectativas, atraindo cerca de 700 mil participantes e ocupando 11 regiões administrativas. Segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio, a folia movimentou aproximadamente R$ 320 milhões. Este período não só registrou um aumento significativo no uso do transporte público, mas também cimentou a posição do DF como um destino cultural de destaque durante o feriado nacional.

Cultura e Economia Criativa: Impacto em Todas as Regiões

O primeiro semestre viu o sucesso de eventos que reforçaram tradições e aqueceram o comércio local. O Distrito Junino, por exemplo, investiu R$ 2,35 milhões para levar grandes quadrilhas, shows e atividades familiares a diversas regiões. Este evento teve um forte impacto sobre o comércio e o setor de eventos. Paralelamente, a Expoabra, uma das principais vitrines do agronegócio e da cultura rural do Centro-Oeste, recebeu R$ 3,36 milhões, combinando exposições, shows e uma robusta geração de negócios para o setor.

Eventos já consolidados no calendário cultural do DF também demonstraram força e capacidade de atração. A tradicional Festa do Morango, realizada em Brazlândia, recebeu R$ 745 mil e atraiu milhares de visitantes, fortalecendo diretamente a agricultura familiar e impulsionando o turismo gastronômico da região.

Outras iniciativas focaram na diversidade de público e linguagens. A Expomix, com investimento de R$ 2,61 milhões, apostou na variedade musical para engajar o público jovem. Já o Festival do Parque, que recebeu R$ 2,91 milhões, promoveu a integração entre cultura, lazer e a ocupação qualificada dos espaços públicos da capital.

A agenda cultural de 2025 também dedicou atenção especial à valorização da diversidade e da memória histórica. As atividades do Mês da Consciência Negra, que contaram com um investimento de R$ 2,28 milhões, promoveram debates cruciais, shows e formação cultural essencial. Além disso, o projeto Brasília Museu Aberto, com R$ 260 mil, levou exposições e ações educativas diretamente a espaços públicos, aproximando a população do rico patrimônio cultural da capital federal.

Investir em Cultura é Investir nas Pessoas

O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, enfatizou que os resultados alcançados comprovam a eficácia da estratégia. “Investir em cultura é, essencialmente, investir nas pessoas. A cultura gera emprego, movimenta a economia e, simultaneamente, fortalece vínculos sociais, identidade e o senso de pertencimento. Em 2025, garantimos programação de qualidade em todas as regiões e demonstramos, com dados concretos, que a cultura é um componente essencial do desenvolvimento sustentável do Distrito Federal”, declarou Abrantes.

Com um alcance territorial abrangente, diversidade de linguagens artísticas e um impacto econômico rigorosamente mensurável, a política cultural do DF em 2025 reafirmou a cultura como um dos principais motores sociais e econômicos da capital.