Edição Brasília

Crise energética gera protestos e ataques a sedes do governo em Cuba

Escritório do Partido Comunista é atacado em Cuba durante protestos contra apagões e falta de comida. Entenda o impacto das sanções dos EUA na ilha.
Crise energética gera protestos e ataques a sedes do governo em Cuba

Uma rara onda de protestos violentos atingiu a cidade de Morón, na região central de Cuba, na madrugada deste sábado (14). Manifestantes atacaram um escritório do Partido Comunista, ateando fogo em móveis e apedrejando janelas, em resposta aos constantes apagões e à falta de alimentos que assolam o país.

Impacto das sanções econômicas

A crise em Cuba foi agravada pelo endurecimento do bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos. O governo de Donald Trump cortou remessas provenientes da Venezuela e ameaçou sancionar países que negociem combustível com a ilha, deixando a economia cubana à beira do colapso energético.

Resposta do governo e diálogo

Embora a constituição cubana de 2019 permita manifestações, a falta de regulamentação gera insegurança jurídica para os manifestantes. Em meio ao caos, o governo cubano confirmou que iniciou conversas com Washington na tentativa de neutralizar a crise e aliviar a pressão econômica sobre a população.