A comunidade quilombola Tia Eva, localizada em Campo Grande (MS), fez história ao se tornar o primeiro território quilombola do país a receber o tombamento oficial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O reconhecimento abrange bens materiais e imateriais, como a tradicional Igreja de São Benedito e as práticas culturais mantidas por mais de 400 moradores.
Proteção contra a Especulação
Para as lideranças locais, o tombamento é uma ferramenta vital de resistência contra o avanço da especulação imobiliária urbana que pressiona o território. Além de conferir visibilidade à luta quilombola, a medida cria uma camada jurídica de proteção que dificulta a descaracterização da área e reforça o pleito pela titulação definitiva das terras.
Expansão da Política de Patrimônio
O Iphan informou que outros 23 quilombos estão em fase de documentação para possíveis novos tombamentos constitucionais. O presidente do instituto, Leandro Grass, destacou que a participação das comunidades é fundamental para identificar o que deve ser preservado. Programas de capacitação também estão sendo implementados para que os próprios moradores atuem na conservação de seus saberes e espaços.



