Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Alana, em parceria com o Instituto Equidade.info, revelou um cenário preocupante sobre a saúde e a educação de jovens no Brasil. Cerca de 40% das estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam faltam às aulas todos os meses devido a fortes dores e cólicas menstruais. O levantamento foi divulgado em alusão ao Dia Internacional da Dignidade Menstrual.
O impacto do absenteísmo na aprendizagem
De acordo com o estudo, que ouviu mais de 2,5 mil estudantes, além de professores e gestores de redes públicas e privadas, a cólica é o principal sintoma limitante, apontado por 57,7% das entrevistadas. Especialistas alertam que a perda constante de dias letivos prejudica o vínculo com a escola e gera uma desvantagem crônica no aprendizado das alunas.
Desigualdade racial e propostas de acolhimento
A pesquisa também evidenciou uma disparidade racial significativa: alunas negras chegam a faltar até 1,5 vez mais do que as brancas por motivos menstruais, evidenciando vulnerabilidades socioeconômicas. Para mitigar o problema, defensores da causa propõem a criação de protocolos de faltas justificadas e maior conscientização pedagógica para acolher as estudantes sem constrangimentos.



