O governo chinês manifestou “firme oposição” às tarifas de 10% sobre produtos chineses impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ministro do Comércio da China, Weng Wentao, afirmou que a decisão pode gerar impactos negativos para ambas as economias e defendeu que as questões comerciais devem ser resolvidas por meio do diálogo e da negociação.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (27), após Trump anunciar a medida como parte da sua Política Comercial América Primeiro, que tem como objetivo fortalecer a indústria americana e reduzir o déficit comercial com a China.
China pede negociações e critica justificativa dos EUA
Wentao reforçou que a China espera que os EUA conduzam suas políticas comerciais de forma “objetiva, racional e profissional”. Ele destacou que a imposição de tarifas não se justifica pelos argumentos apresentados pelo governo norte-americano, que cita questões como o combate ao comércio ilegal de fentanil.
Principais pontos da declaração do ministro chinês:
O país se opõe firmemente às tarifas e reforça o impacto negativo para ambas as economias.
Espera que os EUA conduzam investigações comerciais com transparência e equilíbrio.
Defende que desafios no comércio bilateral devem ser resolvidos por meio do diálogo.
Apesar da crítica às novas tarifas, Wentao adotou um tom conciliador, destacando a importância de manter uma relação comercial saudável.
“Uma relação comercial estável entre China e EUA atende aos interesses comuns de ambos os países e às expectativas da comunidade internacional”, afirmou o ministro.
Impacto das tarifas e possíveis retaliações
A decisão de Trump pode levar a retaliações por parte da China, que já sinalizou a possibilidade de impor novas taxações sobre produtos americanos. Nos últimos anos, os dois países enfrentaram uma guerra comercial intensa, marcada por sanções, tarifas bilionárias e tensões diplomáticas.
Possíveis desdobramentos da medida:
- Retaliação comercial: a China pode aumentar tarifas sobre produtos dos EUA.
- Reações do mercado: incertezas podem afetar bolsas de valores e o câmbio global.
- Pressão sobre empresas: multinacionais podem enfrentar dificuldades na cadeia de suprimentos.
Nos últimos meses, Pequim vinha adotando uma postura mais flexível, buscando fortalecer acordos comerciais e atrair investimentos estrangeiros. No entanto, a decisão de Washington pode levar o governo chinês a endurecer sua posição.
Histórico das relações comerciais entre China e EUA
A disputa comercial entre os dois países teve momentos críticos nos últimos anos. Em 2018, Trump impôs tarifas sobre mais de US$ 250 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar com taxas sobre produtos agrícolas dos EUA. O conflito só começou a ser amenizado com o acordo comercial de fase 1, assinado em 2020.
Linha do tempo das tensões comerciais:
2018 – EUA impõem tarifas sobre produtos chineses; China responde com sanções.
2020 – Assinatura do acordo comercial de fase 1, reduzindo algumas tarifas.
2022 – Novo aumento das taxas por parte dos EUA, intensificando as disputas.
2025 – Trump retoma tarifas de 10% sobre importações chinesas.
A nova decisão pode reacender as tensões e impactar mercados globais, elevando custos para empresas e consumidores.
Próximos passos e expectativas para o comércio internacional
O governo chinês já iniciou diálogos com parceiros comerciais e pode buscar apoio da Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas. Especialistas apontam que, caso a tensão aumente, os impactos podem ser sentidos em diversos setores, como tecnologia, indústria e agronegócio.
O que esperar nos próximos meses?
Possível retaliação chinesa com aumento de tarifas sobre produtos dos EUA.
Negociações entre os dois países para evitar escalada do conflito.
Impacto nos mercados financeiros e na economia global.
O mundo aguarda os próximos passos dessa disputa comercial, enquanto investidores, empresas e governos acompanham de perto os desdobramentos das relações entre as duas maiores economias do planeta.