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China reage a tarifas impostas por Trump e defende diálogo comercial

Ministro do Comércio chinês expressa oposição às medidas dos EUA, mas reafirma compromisso com negociações para manter estabilidade econômica
Containers China e EUA
Foto: kjpargeter / Freepik

O governo chinês manifestou “firme oposição” às tarifas de 10% sobre produtos chineses impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ministro do Comércio da China, Weng Wentao, afirmou que a decisão pode gerar impactos negativos para ambas as economias e defendeu que as questões comerciais devem ser resolvidas por meio do diálogo e da negociação.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (27), após Trump anunciar a medida como parte da sua Política Comercial América Primeiro, que tem como objetivo fortalecer a indústria americana e reduzir o déficit comercial com a China.

China pede negociações e critica justificativa dos EUA

Wentao reforçou que a China espera que os EUA conduzam suas políticas comerciais de forma “objetiva, racional e profissional”. Ele destacou que a imposição de tarifas não se justifica pelos argumentos apresentados pelo governo norte-americano, que cita questões como o combate ao comércio ilegal de fentanil.

📌 Principais pontos da declaração do ministro chinês:
✅ O país se opõe firmemente às tarifas e reforça o impacto negativo para ambas as economias.
✅ Espera que os EUA conduzam investigações comerciais com transparência e equilíbrio.
✅ Defende que desafios no comércio bilateral devem ser resolvidos por meio do diálogo.

Apesar da crítica às novas tarifas, Wentao adotou um tom conciliador, destacando a importância de manter uma relação comercial saudável.

“Uma relação comercial estável entre China e EUA atende aos interesses comuns de ambos os países e às expectativas da comunidade internacional”, afirmou o ministro.

Impacto das tarifas e possíveis retaliações

A decisão de Trump pode levar a retaliações por parte da China, que já sinalizou a possibilidade de impor novas taxações sobre produtos americanos. Nos últimos anos, os dois países enfrentaram uma guerra comercial intensa, marcada por sanções, tarifas bilionárias e tensões diplomáticas.

🔹 Possíveis desdobramentos da medida:

  • Retaliação comercial: a China pode aumentar tarifas sobre produtos dos EUA.
  • Reações do mercado: incertezas podem afetar bolsas de valores e o câmbio global.
  • Pressão sobre empresas: multinacionais podem enfrentar dificuldades na cadeia de suprimentos.

Nos últimos meses, Pequim vinha adotando uma postura mais flexível, buscando fortalecer acordos comerciais e atrair investimentos estrangeiros. No entanto, a decisão de Washington pode levar o governo chinês a endurecer sua posição.

Histórico das relações comerciais entre China e EUA

A disputa comercial entre os dois países teve momentos críticos nos últimos anos. Em 2018, Trump impôs tarifas sobre mais de US$ 250 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar com taxas sobre produtos agrícolas dos EUA. O conflito só começou a ser amenizado com o acordo comercial de fase 1, assinado em 2020.

📅 Linha do tempo das tensões comerciais:
📌 2018 – EUA impõem tarifas sobre produtos chineses; China responde com sanções.
📌 2020 – Assinatura do acordo comercial de fase 1, reduzindo algumas tarifas.
📌 2022 – Novo aumento das taxas por parte dos EUA, intensificando as disputas.
📌 2025 – Trump retoma tarifas de 10% sobre importações chinesas.

A nova decisão pode reacender as tensões e impactar mercados globais, elevando custos para empresas e consumidores.

Próximos passos e expectativas para o comércio internacional

O governo chinês já iniciou diálogos com parceiros comerciais e pode buscar apoio da Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas. Especialistas apontam que, caso a tensão aumente, os impactos podem ser sentidos em diversos setores, como tecnologia, indústria e agronegócio.

🔎 O que esperar nos próximos meses?
✔️ Possível retaliação chinesa com aumento de tarifas sobre produtos dos EUA.
✔️ Negociações entre os dois países para evitar escalada do conflito.
✔️ Impacto nos mercados financeiros e na economia global.

O mundo aguarda os próximos passos dessa disputa comercial, enquanto investidores, empresas e governos acompanham de perto os desdobramentos das relações entre as duas maiores economias do planeta.