A bailarina brasileira Bethania Nascimento F. Gomes será a grande homenageada na reestreia do balé “O Pássaro de Fogo”, em Nova York, nesta quinta-feira (16). Primeira e única brasileira a ocupar o posto de primeira-bailarina na prestigiada companhia Dance Theatre of Harlem, Bethania simboliza a resiliência de mulheres negras no cenário clássico internacional.
Trajetória internacional e superação
Com uma carreira que percorreu mais de 20 países, Bethania utilizou sua arte para abrir portas. Em entrevista, ela relembrou os desafios enfrentados no Brasil, onde o racismo e a falta de representatividade dificultaram seu início. A artista destaca que sua ascensão em Nova York foi fruto de um esforço contínuo para superar a invisibilidade imposta a bailarinas pretas e pardas.
Legado e ativismo na dança
Atualmente atuando como coreógrafa e treinadora, Bethania dedica-se também a preservar o legado de sua mãe, a intelectual Maria Beatriz Nascimento. Ela critica a sobrerrepresentação de bailarinas brancas em palcos brasileiros e defende que o reconhecimento internacional serve como um farol para que novas gerações de artistas negros ocupem espaços de destaque no balé clássico.



