O Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, transformou-se em um grande corredor de expressões culturais indígenas nesta semana. Mais de 6 mil pessoas de todas as regiões do Brasil ocupam a capital federal, utilizando a arte como uma ferramenta política para reivindicar a demarcação de terras e a visibilidade de seus povos.
Pintura e artesanato como sustento
Para muitos líderes, como Geraldo Kuikoro, o artesanato tornou-se uma alternativa vital de renda, especialmente em comunidades onde a agricultura tradicional sofre com o avanço de fazendeiros e o uso de agrotóxicos. A produção de peças em madeira e tecelagem ajuda a manter a economia das aldeias viva diante das mudanças climáticas que alteram os ciclos de plantio.
Além do aspecto econômico, a arte indígena carrega histórias de preservação ambiental. Esculturas de animais como onças e tamanduás representam a fauna das redondezas das aldeias, servindo como um lembrete da necessidade de proteger a biodiversidade. Através da pintura corporal com jenipapo, os povos tradicionais reafirmam sua identidade e resistência cultural.



