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Antiga sede dos Correios no Rio vai a leilão por R$ 53,6 milhões

Antiga sede dos Correios no Rio de Janeiro vai a leilão com lance inicial de R$ 53,6 milhões. Imóvel tombado integra plano de reestruturação da estatal.
Antiga sede dos Correios no Rio vai a leilão por R$ 53,6 milhões

A antiga sede dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, foi colocada em leilão nesta quinta-feira (30). O edifício, um marco histórico na região da Praça XV, possui um lance inicial de R$ 53,6 milhões. O certame está sendo conduzido exclusivamente pela internet, através da plataforma da VIP Leilões, integrando o plano de reestruturação da estatal.

Patrimônio histórico e tombamento

O prédio está inserido no conjunto arquitetônico da Praça XV, que é tombado em nível federal, situando-se próximo a pontos turísticos e culturais importantes, como o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o CCBB e o Centro Cultural França-Brasil. Isabel Rocha, presidente em exercício do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), esclareceu que o tombamento protege as características do edifício, mas não impede sua venda.

“O que um tombamento garante no caso de leilão de prédio público? Primeiro, é preciso esclarecer que o instrumento do tombamento não retira a propriedade. A propriedade continua sendo de pleno direito e gozo de quem a detém”, afirmou Isabel à Agência Brasil. Ela ressaltou que, embora o proprietário possa vender ou alugar o imóvel, ele está proibido de demolir ou descaracterizar o bem, devendo obter autorização dos órgãos de preservação para qualquer intervenção.

Reestruturação e futuro do imóvel

A preocupação do CAU/RJ reside no destino que será dado ao edifício após a alienação. “Em um leilão não se tem controle, e não se pode ter, de quem vai ocupar e qual será o destino dado ao imóvel”, pontuou a arquiteta. Os Correios, por sua vez, justificaram a venda como parte de uma revisão de sua carteira imobiliária. A estatal informou que a racionalização de ativos ociosos visa reduzir despesas de manutenção e viabilizar o reinvestimento em modernização.

O imóvel possui cerca de 9 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 1.585 metros quadrados, ocupando o quarteirão entre as ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e a Travessa Tocantins. Caso o edifício não seja arrematado nas primeiras etapas do leilão, o valor poderá ser reduzido para R$ 47,8 milhões nas rodadas subsequentes.