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Apostas online consomem R$ 2,2 bilhões anualmente no Rio de Janeiro

Levantamento mostra que apostas online retiram R$ 2,2 bilhões da economia do Rio de Janeiro anualmente. Confira o perfil dos apostadores e novas regras.
Apostas online consomem R$ 2,2 bilhões anualmente no Rio de Janeiro

Um levantamento recente realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises aponta um cenário preocupante para a economia fluminense: cerca de R$ 2,2 bilhões são gastos anualmente em apostas online. O estudo, que ouviu 1.024 pessoas na região metropolitana do Rio de Janeiro entre os dias 22 e 25 de junho, revela que esse montante supera em três vezes a movimentação financeira esperada para as compras de Natal na região.

Perfil do apostador e modalidades preferidas

Os dados indicam que 22,7% dos moradores da região metropolitana já participaram de apostas virtuais, com um gasto médio individual de R$ 1,2 mil por ano. As apostas esportivas, conhecidas como “bets”, lideram a preferência, sendo citadas por 60,9% dos entrevistados. Em seguida, aparecem o “tigrinho” e outros jogos de cassino, mencionados por 49,4%. O perfil predominante é masculino (65,6%), com idade entre 25 e 34 anos (36,1%) e ensino médio completo (66,9%).

Motivações e riscos financeiros

A pesquisa destaca que 48,7% dos apostadores buscam retorno financeiro, sendo que 28,3% encaram a prática como um investimento ou forma de ganhar dinheiro rápido. Outros 20,4% utilizam as apostas como fonte de renda extra. Um dado alarmante é que 70% dos apostadores utilizam o próprio salário mensal para financiar os jogos. Além disso, 48,5% dos entrevistados admitem que não verificam a legalidade das plataformas antes de realizar depósitos.

Medidas de controle e publicidade

Diante do impacto social e econômico, a prefeitura do Rio de Janeiro proibiu, desde 13 de julho, a veiculação de publicidade de casas de apostas em espaços públicos, incluindo mobiliário urbano e áreas sob concessão municipal. Paralelamente, o Ministério da Fazenda determinou que as plataformas exibam alertas obrigatórios sobre os riscos de dependência, seguindo um modelo de advertência similar ao utilizado em embalagens de cigarros e bebidas alcoólicas, reforçando que apostar não é um investimento e pode causar prejuízos financeiros.