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Morre Elza Berquó, pioneira da demografia brasileira, aos 100 anos

Morre aos 100 anos a demógrafa Elza Berquó, cientista fundamental para os estudos populacionais no Brasil e defensora dos direitos humanos.
Morre Elza Berquó, pioneira da demografia brasileira, aos 100 anos

O Brasil perdeu uma de suas maiores mentes acadêmicas. Elza Salvatori Berquó, demógrafa e matemática, faleceu nesta quinta-feira (16), aos 100 anos. Sua trajetória foi marcada por um rigor científico inigualável e um compromisso profundo com as questões sociais e os direitos humanos.

Legado na ciência e na sociedade

Elza Berquó foi fundamental para a compreensão da demografia brasileira entre as décadas de 1960 e 2000. Além de sua atuação acadêmica na USP e na Unicamp, foi uma das fundadoras do Cebrap, resistindo à censura durante a ditadura militar e defendendo o acesso a direitos reprodutivos.

Sua contribuição vai além dos dados estatísticos; ela ajudou a moldar políticas públicas e a formar gerações de pesquisadores. Como fundadora do Nepo-Unicamp, que hoje leva seu nome, Elza deixa um legado de luta pela ciência e pela justiça social que continuará a inspirar o país.