Um novo artigo científico publicado na revista Science traz um alerta preocupante para a preservação ambiental: o encerramento da Moratória da Soja pode resultar no desmatamento adicional de 1,4 milhão de hectares na Amazônia ao longo da próxima década. Esse cenário representaria um aumento de 14% em relação às taxas históricas de destruição florestal.
Impactos ambientais e econômicos
A perda florestal projetada geraria cerca de 745 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, volume comparável às emissões anuais de um país como o Canadá. Além do dano ambiental, pesquisadores destacam que a medida não prejudica a produtividade agrícola, uma vez que existem 1,7 milhão de hectares de áreas já abertas e aptas para o cultivo de soja na região, permitindo a expansão sem a necessidade de novos desmatamentos.
Eficiência da Moratória
O estudo reforça que, nos últimos dez anos, a Moratória da Soja reduziu em 35% o desmatamento em zonas de risco, provando ser um mecanismo eficaz e sem distorções de mercado. Especialistas defendem a manutenção do acordo como um pilar essencial para o desenvolvimento sustentável, rebatendo críticas de que a medida limitaria as oportunidades econômicas dos produtores rurais brasileiros.



