Lideranças quilombolas comemoraram a assinatura de decretos presidenciais que garantem a titulação de terras na Ilha de Marajó, no Pará. A medida, considerada histórica e inédita para a região, foi anunciada durante um encontro nacional de mulheres quilombolas realizado no Distrito Federal.
Segurança jurídica contra invasões
Para as comunidades locais, a titulação representa um escudo essencial contra as constantes ameaças de grileiros, madeireiros e grandes produtores agrícolas. A regularização fundiária assegura a permanência das famílias em seus territórios ancestrais e abre caminhos para a chegada de políticas públicas básicas.
Preservação ambiental e reparação histórica
Além de ser um ato de reparação histórica, a demarcação fortalece a preservação da Amazônia, já que as comunidades quilombolas utilizam a agricultura familiar sustentável para proteger o bioma. Ao todo, os novos decretos beneficiam mais de 1.700 famílias em diversas regiões do país, abrangendo milhares de hectares.



