Durante a Semana Mundial do Meio Ambiente, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou cerca de 10 mil pessoas em ações ecológicas por 15 estados brasileiros. A iniciativa, que integra a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, resultou no plantio de mais de 5 mil mudas de árvores e na semeadura de aproximadamente 30 toneladas de sementes nativas.
Críticas ao agronegócio e defesa da reforma agrária
Com o lema ‘combater o agronegócio é cuidar da natureza’, o movimento utilizou as mobilizações para pautar a reforma agrária popular como uma solução viável para a preservação ambiental. O MST denunciou o avanço de legislações que flexibilizam a proteção dos recursos naturais e criticou as atividades de exploração mineral e hídrica em larga escala no território nacional.
Em São Paulo, as manifestações ganharam força com um protesto contra a instalação de um incinerador de lixo no bairro de Perus, zona noroeste da capital. O projeto, planejado pela prefeitura no antigo Aterro Sanitário Bandeirantes, é alvo de críticas de ambientalistas, moradores e comunidades indígenas locais, que alertam para os riscos de poluição e impactos à saúde da população periférica.



