O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido apresentado por quatro senadores que buscavam declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques. Os parlamentares questionavam a imparcialidade do magistrado para relatar o mandado de segurança que solicita a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
Argumentos de intempestividade
Na decisão, Fachin apontou que a solicitação de suspeição foi protocolada fora do prazo legal estabelecido pelo regimento interno da Corte. O processo havia sido distribuído por sorteio em março, mas a contestação dos senadores ocorreu apenas em maio, extrapolando o limite de cinco dias úteis para a apresentação do recurso após a definição da relatoria.
Alegada proximidade política
Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) argumentavam que Nunes Marques possui relação de proximidade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso. A CPI visa apurar denúncias envolvendo a instituição financeira, mas o requerimento de criação, que conta com 53 assinaturas, ainda aguarda leitura oficial no Senado Federal.



