A primeira edição do Rio Nature & Climate Week encerrou suas conferências oficiais destacando o protagonismo do Sul Global na busca por soluções para a crise climática. Países da América Latina, África e Sudeste Asiático concentram cerca de 90% das florestas tropicais remanescentes e 80% da biodiversidade global, posicionando essas regiões como atores indispensáveis no debate ecológico mundial.
O protagonismo do Sul Global
De acordo com Rodrigo Medeiros, presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil e idealizador do evento, a iniciativa surge para dar voz ativa às nações em desenvolvimento, que historicamente apenas assistiam às discussões no Hemisfério Norte. O objetivo é consolidar o Rio de Janeiro como um polo anual de debates, conectando políticas públicas, ciência, finanças e movimentos sociais antes das grandes conferências climáticas globais.
Foco na redução urgente do metano
Um dos temas centrais do fórum foi a necessidade urgente de reduzir as emissões de metano, um gás de efeito estufa com alto poder de aquecimento, mas de curta permanência na atmosfera. Especialistas apontam que o investimento em tecnologias para capturar o metano de aterros sanitários e transformá-lo em biogás, além da transição para práticas agropecuárias mais sustentáveis, são as alternativas mais rápidas para mitigar o aquecimento global a curto prazo.



