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Praia de Salvador sofre há 100 dias com grave contaminação química

Moradores de São Tomé de Paripe, em Salvador, sofrem com contaminação química por amônia e metais pesados na praia. Entenda o caso.
Praia de Salvador sofre há 100 dias com grave contaminação química

A comunidade de São Tomé de Paripe, localizada na orla de Salvador (BA), enfrenta uma grave crise ambiental e de saúde pública que já dura 100 dias. A descoberta de um líquido esverdeado e com forte odor de amônia a poucos centímetros da areia acendeu o alerta para os moradores locais, que dependem diretamente da pesca e do turismo para sobreviver.

Investigação aponta suspeitos de crime ambiental

Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), a suspeita é de que a contaminação química tenha se originado no Terminal Marítimo de Granéis (TMG). O local é operado atualmente pela empresa Terminal Itapuã – Intermarítima, mas a Gerdau, que geriu a área até 2022, também está sob investigação. A promotoria afirma já possuir provas do nexo causal e planeja mover uma ação civil pública na Justiça Federal nos próximos dias.

Riscos à saúde e medidas emergenciais

Laudos técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) confirmaram a presença de altas concentrações de cobre e compostos nitrogenados na água e nos sedimentos da praia. O MPBA defende a decretação de estado de emergência e a instalação imediata de barreiras hidráulicas para conter o avanço dos poluentes, além de um auxílio financeiro para as mais de 10 mil pessoas afetadas diretamente pela poluição.