Apesar de as mulheres serem maioria na formação de doutoras no Brasil há duas décadas, elas ainda enfrentam barreiras invisíveis para alcançar o topo da carreira acadêmica. O fenômeno, conhecido como “efeito tesoura”, torna-se ainda mais acentuado com a maternidade, resultando em menor acesso a bolsas de produtividade e cargos de destaque.
A Trajetória do Parents in Science
Fundado em 2016 pela pesquisadora Fernanda Staniscuaski, o movimento Parents in Science surgiu da necessidade de debater o impacto dos filhos na produtividade científica. O grupo trabalha para coletar dados inéditos sobre a parentalidade no meio acadêmico, já que o Brasil carece de estatísticas oficiais que permitam medir e mitigar as desigualdades de gênero no setor.
Necessidade de Mudanças Estruturais
O grupo defende que a pausa na carreira devido à maternidade seja formalmente reconhecida nos processos de avaliação e credenciamento de professores. Para o movimento, é urgente que as instituições ofereçam condições reais de retorno e apoio, combatendo a cultura que sobrecarrega as mães com o ônus exclusivo do cuidado e limita seu crescimento profissional.



