O Projeto de Lei da Misoginia (PL 1496/2023) tornou-se o centro de uma intensa campanha de desinformação nas redes sociais. Um estudo detalhado do Observatório Lupa revelou que políticos e influenciadores têm utilizado teorias conspiratórias e conteúdos gerados por inteligência artificial para distorcer o texto aprovado pelo Senado em março deste ano.
Narrativas falsas e picos de engajamento
A pesquisa analisou quase 300 mil publicações em plataformas como X, Facebook e Instagram. O principal pico de desinformação ocorreu após a divulgação de vídeos que associavam erroneamente o PL a outras propostas mais radicais. Entre as mentiras disseminadas, destacam-se alegações de que a lei criminalizaria trechos da Bíblia ou que perguntas sobre TPM poderiam levar à prisão, o que não consta no projeto original.
O que prevê a legislação
O PL define misoginia como a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres. Se aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto incluirá a “condição de mulher” na Lei do Racismo, prevendo penas de dois a cinco anos de reclusão para práticas misóginas. Especialistas alertam que a desinformação utiliza o medo como motor de engajamento para barrar o avanço de direitos protetivos às mulheres.



