A animação 3D “Kayara: a princesa Inca” está conquistando a crítica internacional ao apresentar uma jornada de empoderamento no Peru pré-hispânico. A trama acompanha uma jovem de 16 anos que sonha em se tornar uma “chasqui” — mensageira oficial do império — cargo historicamente reservado apenas aos homens. O longa concorre ao Prêmio Platino de Animação, considerado o Oscar do cinema ibero-americano.
Representatividade e cultura latina
Especialistas destacam a importância de produções que valorizam a paisagem e os costumes das civilizações pré-colombianas. Para Daniel Carmona Leite, do Midiativa, o filme oferece às crianças brasileiras e latinas um modelo de identificação mais próximo de sua realidade geográfica e cultural, rompendo com o monopólio de narrativas nórdicas ou norte-americanas.
Além da qualidade técnica, a obra é fruto de uma coprodução entre Peru e Espanha, o que reforça a competitividade do audiovisual latino no mercado global. A personagem Kayara é elogiada por sua resiliência e por questionar papéis de gênero de forma lúdica, servindo como referência positiva para as novas gerações que buscam diversidade nas telas.



