O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto, por tempo indeterminado. O político é investigado por supostas fraudes em licitações e desvio de recursos públicos destinados à saúde da capital amapaense.
Risco às investigações e medidas cautelares
Em seu despacho, Dino ressaltou que o retorno do vice-prefeito ao cargo poderia comprometer a colheita de provas e permitir o uso da função pública para vantagens indevidas. Além de Mário Neto, a secretária de Saúde e o presidente da comissão de licitação também permanecem afastados e proibidos de acessar prédios da administração municipal.
As investigações fazem parte da Operação Paroxismo, da Polícia Federal, que apura irregularidades na construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, obra orçada em R$ 70 milhões. Com o afastamento da cúpula do Executivo, a prefeitura segue sob o comando interino do presidente da Câmara de Vereadores.



